Henrique Carreiro em 2025-2-11

OPINIÃO

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O alvorecer da Internet de Agentes (IoA)

A utilização da aplicações que cabem no âmbito da inteligência artificial já não se limita à execução de tarefas isoladas

O alvorecer da Internet de Agentes (IoA)

O futuro da IA passa pela colaboração autónoma entre entidades inteligentes, capazes de operar em tempo real sem intervenção humana constante. Este é o cerne da nova “Internet de Agentes” (IoA), um novo paradigma tecnológico que reconfigurará a forma como as organizações funcionam. Mais do que uma evolução, a IoA cria um ecossistema onde agentes interagem, negociam e executam tarefas de forma dinâmica, redefinindo as bases da computação.

A IoA responde à necessidade de expandir as capacidades da IA através da interação entre entidades autónomas. Estas conectam-se, partilham informações e coordenam-se para atingir objetivos comuns de grande escala. Esta transição do modelo determinístico para um sistema mais probabilístico é impulsionada pela proliferação dos modelos de fundação (“foundational models”) e a sua aplicação em agentes de IA. Tal como a Internet e a cloud revolucionaram os modelos de negócio, a IoA promete transformar a resolução de problemas e a geração de valor nas organizações.

Uma infraestrutura robusta, segura e com capacidade de crescimento é um requisito fundamental para este novo paradigma. Os desafios para implementá-la incluem o processamento de elevadas capacidades de dados, a segurança nas interações e a sempre complexa interoperabilidade entre sistemas. A arquitetura da IoA deverá integrar virtualização avançada, pipelines de dados eficientes e clusters de baixa latência, além de medidas robustas contra ciberameaças e um olhar para a frente, para a computação quântica. Será essencial a existência de ferramentas para gestão de agentes para garantir a adoção desta nova abordagem. O sucesso da IoA dependerá da colaboração entre empresas tecnológicas e instituições científicas, exigindo uma visão sistémica para construir um futuro onde a IA evolua de forma colaborativa e harmoniosa, transcendendo até a ameaça emergente das barreiras geográficas.

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