Jorge Bento em 2025-7-11
Julho é, para muitos, sinónimo de calor, festivais e uma pausa antes de setembro. Mas no canal, quem espera pelo “regresso à normalidade” em setembro para reagir, arrisca-se a ficar para trás. Se há mês para preparar, é este
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Com os budgets de Q3 a serem fechados e os fabricantes a afinar campanhas de rentrée, julho é o momento certo para os parceiros olharem para dentro e ajustarem o que pode ser melhorado, sem a pressão do último trimestre. Os sinais de recuperação lenta no mercado PC e a estabilização de alguns segmentos não significam que o mercado esteja tranquilo. Continuamos a ver margens apertadas em hardware e prazos de entrega que nem sempre cumprem as promessas. Ao mesmo tempo, crescem as oportunidades em serviços geridos, segurança e consultoria em cibersegurança, onde o impacto do NIS2 está finalmente a chegar ao terreno e os clientes começam a pedir ajuda prática, em vez de ficarem apenas pelas conversas gerais sobre compliance. A administração central vai fazer a rentrée já com os quadros decisores estabilizados, e a agenda da transformação digital do Estado vai querer marcar o ritmo. O Q4 vai ser previsivelmente agitado. Julho é, por isso, a altura certa para os parceiros reverem o portefólio de serviços, repensarem as conversas com os fabricantes e distribuidores e dedicarem tempo à formação técnica e comercial das equipas, precisamente porque há menos ruído e urgências. Também é um mês ideal para ter conversas estratégicas com os clientes mais críticos, antecipando necessidades e preparando upgrades que ficaram adiados ao longo do ano. Julho não é para parar. É para preparar. Quem usar estas semanas para reforçar relações e afinar estratégias entra em setembro com uma vantagem clara, pronto para agarrar as oportunidades que o mercado vai inevitavelmente trazer. No canal, parar é um luxo que poucos se podem dar. Preparar é uma escolha ao alcance de todos.
Diretor do IT Channel |