2026-5-03
Relatório da Bain aponta para uma maior exigência para os Parceiros de IT e as empresas procuram integração de IA, cloud e segurança
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A adoção de Inteligência Artificial (IA) está a redefinir o papel dos fornecedores de serviços tecnológicos, exigindo maior capacidade de integração e entrega de resultados, segundo um relatório da Bain & Company. De acordo com o estudo, citado pelo Channel Dive, que analisou empresas na Europa e América do Norte, os orçamentos de IT devem manter-se estáveis em 2026, mas o investimento em serviços tecnológicos deverá crescer, impulsionado pela procura de soluções de IA e cibersegurança. Cerca de 75% das organizações inquiridas indicam que até 10% do orçamento tecnológico será destinado a IA e machine learning. Em setores como retalho, banca institucional e energia, esse valor poderá ultrapassar os 20%. Este cenário está a aumentar a pressão sobre fornecedores de serviços, incluindo MSP, integradores e Parceiros de Canal, para oferecer soluções integradas que combinem IA, dados, cloud e segurança. Segundo a Bain, abordagens fragmentadas deixaram de ser competitivas, com os clientes a privilegiarem programas de transformação mais abrangentes e orientados a resultados. A expectativa de ganhos de produtividade também está a crescer. Os executivos antecipam melhorias entre 15% e 17%, sobretudo em áreas como desenvolvimento de software, testes e automação de contact centers. O relatório destaca que os fornecedores com plataformas escaláveis e modelos replicáveis terão vantagem face a abordagens personalizadas tradicionais, baseadas em projetos isolados. Num segundo estudo, a Bain refere que o setor de serviços tecnológicos enfrenta uma desaceleração estrutural, com crescimento médio a cair para 2% a 3%, abaixo dos níveis pré-pandemia. As margens também diminuíram, refletindo maior pressão competitiva e alterações no mercado. Ainda assim, a IA surge como uma oportunidade de crescimento, juntamente com áreas como modernização de sistemas, transformação de processos, edge computing e desenvolvimento de chips especializados. Segundo a consultora, os fornecedores que conseguirem adaptar os seus modelos de negócio podem alcançar taxas de crescimento entre 8% e 10%, melhorar margens e aumentar o valor das suas operações. A Bain alerta, no entanto, que o tempo para adaptação é limitado. Empresas que não evoluírem poderão perder até 30% das receitas, à medida que os clientes redirecionam investimentos para parceiros capazes de demonstrar resultados concretos. |