Inês Garcia Martins em 2026-4-21
Num contexto em que as instituições de ensino enfrentam espaços cada vez mais abertos, complexos e expostos, o ISEL avançou para a modernização da sua infraestrutura de videovigilância. O resultado vai além da instalação de câmaras, ao revelar uma mudança estrutural na forma como a segurança é pensada
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A necessidade passava por reforçar a cobertura e elevar a capacidade de resposta a incidentes num campus marcado por múltiplos acessos e áreas sem vigilância contínua. Como explica Vasco Silva, IT Manager do ISEL, o objetivo era assegurar “uma maior abrangência na área coberta pelo sistema de videovigilância”, uma meta que, na prática, enfrentava a complexidade física e a dispersão do espaço. Do ponto de vista técnico, a Axis Communications enfrentou desafios relevantes, sobretudo no controlo perimetral. Como refere Ricardo Pereira, Territory Sales Manager da Axis Communications, a complexidade resulta da “dimensão do campus e a multiplicidade de acessos exteriores”, exigindo uma abordagem de vigilância não linear e adaptada ao terreno. De videovigilância a sistema inteligenteA evolução do sistema de videovigilância assentou numa abordagem tecnológica escalável, centrada na deslocação da inteligência para o edge, permitindo que as câmaras deixem de ser sensores passivos e passem a analisar eventos em tempo real. Isto traduz-se em alertas automáticos, menor uso de largura de banda e maior autonomia operacional, com destaque para a capacidade de extrair informação útil através de analíticas. A arquitetura integrou tecnologias multisensor, panorâmicas 360º e PTZ, garantindo cobertura contínua e flexível, mas o principal valor está na interpretação dos dados e reforço da monitorização. Apesar da sofisticação tecnológica, a simplicidade foi decisiva. Vasco Silva destaca que “a implementação [decorreu] de forma simples e sem necessidade de formação para operar o sistema”, reforçada pela centralização numa interface única (Axis Camera Station), que reduziu a complexidade e aumentou a eficiência operacional. A implementação também “decorreu de forma fluida, beneficiando da colaboração eficaz entre todos os intervenientes”. Em termos de impacto, o sistema melhorou a capacidade de resposta a incidentes, já que a equipa de segurança “consegue atuar mais prontamente quando deteta algum incidente”, e aumentou a visibilidade e controlo do campus. Destaca-se ainda a possibilidade de “registar e consultar imagens”, permitindo melhor gestão diária, validação de ocorrências e uma cobertura mais consistente das áreas críticas. Entre eficiência operacional e perceção de segurançaOs resultados traduzem-se sobretudo numa maior capacidade de monitorização e resposta a incidentes, com Vasco Silva a referir que a equipa de segurança “consegue atuar mais prontamente quando deteta algum incidente”, apoiada por registos que permitem análise e colaboração com autoridades. Ao nível operacional, destaca-se o aumento da visibilidade e controlo do campus, com Vasco Silva a sublinhar ferramentas que permitem “registar e consultar imagens” e uma “melhor visão sobre todo o campus”, assegurando também “uma cobertura consistente das áreas mais críticas”. O papel invisível do CanalO ecossistema de Parceiros foi determinante em todas as fases do projeto, com Ricardo Pereira a destacar que “o contributo dos Parceiros, como o da TD Synnex, foi determinante em todas as fases do projeto”, assegurando suporte técnico e execução alinhada com os requisitos. Para além da segurança, o projeto distingue-se pelo potencial pedagógico, uma vez que o ISEL assume a ambição de se tornar num “living lab” para os estudantes interagirem com tecnologias reais, transformando a infraestrutura numa plataforma de experimentação. |