2016-6-09

HARDWARE

Consumidores acreditam que os wearables poderão substituir os smartphones

O relatório ConsumerLab da Ericsson, “Wearable technology and the Internet of Things”, revela que seis em cada 10 utilizadores de smartphones referem que os wearables têm utilidade para além da saúde e do bem-estar, e que estes poderão superar os smartphones

O relatório agregou as opiniões de 5 mil utilizadores de smartphones (dos quais 2.500 utilizam wearables) do Brasil, China, Coreia do Sul, Reino Unido e EUA, uma amostra representativa das perspetivas de 280 milhões de utilizadores de smartphones em todo o mundo.

Entre os cinco principais tipos de wearables, nos cinco mercados estudados, que os utilizadores mais valorizam são o botão de pâncio/SOS (32%), smartwatch (28%), wearables para identificação de localização (27%), autenticador de identificação (25%) e purificador de água wearable (24%).

Os resultados do estudo demonstram que os consumidores esperam ver um crescimento exponencial deste mercado para lá de 2020, e consideram que os wearables podem vir a substituir os smartphones e ajudarem os consumidores a interagirem-se com os objetos da Internet of Things (IoT).

A propriedade de wearables entre os utilizadores de smartphones nos mercados estudados duplicou no último ano. No entanto, os utilizadores antecipam que vai ser necessário pelo menos outro ano para que a atual geração de wearables seja adotada de forma generalizada.

Além disso, os consumidores estimam que um conjunto mais diversificado de wearables, como os dispositivos de segurança pessoal e a roupa inteligente, se tornem habituais depois de 2020. Um em cada três utilizadores de smartphones acredita que vai utilizar pelo menos cinco wearables conectados depois de 2020.

Wearables vs smartphones

Segundo 43% dos auscultados neste estudo, os wearables irão substituir os smartphones, mesmo que a longo prazo. Numa altura em que os wearables estão mais inteligentes e mais independentes em termos de fatores como a conectividade, o ecrã do smartphone poderá vir a perder importância. Cerca de 38% dos utilizadores de smartphones referem que, em apenas cinco anos, os wearables vão ser utilizados para efetuar a maioria das funções dos smartphones.

Os wearables e a IoT

Embora os consumidores se revelem confiantes quanto à capacidade da tecnologia wearable os ajudar a interagirem com objetos à sua volta, estes referem ainda que esta tecnologia poderá não passar necessariamente por dispositivos. Para 60 por cento dos consumidores, os comprimidos ingeríveis e os chips subcutâneos serão utilizados amiúde nos próximos cinco anos, não apenas com a função de monitorizar dados de vitais para a saúde, mas também para abrir portas, autenticar transações e identidade e para controlar objetos. Neste momento, 25% dos proprietários de smartwatches utilizam os seus dispositivos para controlar remotamente outros equipamentos digitais em casa, e 30% usam a pesquisa por voz nos seus smartwatches.

“Os primeiros sinais do afastamento dos smartphones são hoje visíveis: 40% dos utilizadores de smartwatches interagem já menos com os seus smartphones", explica Jasmeet Singh Sethi, Consumer Insight expert, Ericsson ConsumerLab. "Muito embora os consumidores revelem um maior interesse em dispositivos relacionados com segurança, verificamos ainda uma maior abertura face à tecnologia wearable por parte da geração atual. No espaço de cinco anos, viver com um sensor ingerível, que monitoriza a temperatura do seu corpo e ajusta o termóstato assim que o utilizador chega a casa, poderá ser uma realidade”.

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