2021-2-08

EVENTOS

O IT Channel é Media Partner do Databox Get Together

“A ideia de que as grandes marcas só precisam de um armazenista para colocar o produto no Parceiro já faz parte do passado”

O Databox Get Together voltou a reunir o Canal de Parceiros para discutir o futuro da distribuição e de que maneira é que os próprios Parceiros podem aproveitar melhor as oportunidades que tanto as distribuidoras como os fabricantes dão

A Databox realizou em janeiro o GET TOGETHER, o seu evento anual dedicado à distribuição e aos Parceiros. À semelhança da maioria dos eventos no último ano, teve de ter lugar digitalmente, mas onde os Parceiros não deixaram de marcar presença.

Na sua mensagem de boas-vindas, André Reis, CEO da Databox, referiu que “o mercado da distribuição em Portugal merecia este evento”, até porque estamos “numa altura em que deixámos para trás um dos anos mais desafiantes de sempre” e, ao mesmo tempo, “iniciamos um novo ano repleto de incógnitas”.

Com o objetivo de “projetar o amanhã e deixar pistas para o que aí vem”, o CEO refere que “o Canal de distribuição tem sido extremamente desafiado por uma série de novas tendências de mercado, como o aumento do número de fabricantes, o crescimento da carga administrativa de suporte ao negócio, as alterações constantes do Canal, o fantasma da venda direta pelo fabricante e o comércio eletrónico, entre outros”.

Estas alterações levaram a que, no passado, vários analistas previssem o desaparecimento da distribuição, algo que acabou por não acontecer. “A ideia de que as grandes marcas só precisam de um armazenista, um box mover, para colocar o produto no Parceiro é algo que, felizmente, já faz parte do passado”, explica André Reis. “Hoje, e cada vez mais, a distribuição vai muito mais além dessa descrição clássica. Hoje oferecemos uma panóplia de serviços complementares ao negócio, sendo que, cada vez menos, temos uma distribuição feita apenas de logística e de componente financeira e cada vez mais uma oferta de serviços fundamentais para as ofertas dos nossos Parceiros”.

O CEO da Databox admite que “o grande desafio do Canal de distribuição é ser capaz de acompanhar” a mudança de paradigma da transformação digital. Para isso, é necessário fazer-se “rodear dos Parceiros certos e das ferramentas adequadas para lá chegar”.

Pandemia

José Manuel Aguincha, Sales Director da Databox, apresentou os desafios que o Canal de distribuição vai enfrentar durante este ano e a importância da Databox em contexto de pandemia. “Por outras palavras, crise é uma situação de stress provocada por medos e incertezas sobre uma prática na qual nos habituámos e que se perdeu o controlo”.

Existiram várias crises ao longo dos séculos. Em situações de grande crise, a mudança de paradigma é extremamente importante. “As grandes crises produzem, normalmente, sempre dois tipos de reação: ou se chora ou se vendem lenços. Estamos aqui para mostrar que vender lenços é sempre mais vantajoso do que estarmos sempre a fixarmo-nos em problemas sem nos fixarmos em soluções”, explica o Sales Director. No novo paradigma, é preciso ter mais atenção aos comportamentos dos utilizadores, aos dados gerados que vai permitir às empresas se reorganizarem, à computação da privacidade aumentada, à cloud distribuída, à possibilidade de realizar operações em qualquer local e à cibersegurança. De acordo com José Manuel Aguincha, a pandemia irá continuar a ser o maior risco para o mundo. Com o crescimento do trabalho remoto, o investimento em tecnologia é cada vez mais importante em Portugal de forma a aumentar a produtividade das organizações e dos seus colaboradores.

“Esperança, criatividade, resiliência e confiança é o nosso futuro próximo, o que nos vai conseguir trazer, em 2023, os níveis de confiança de economia do ano 2019 e, seguramente, é o caminho que todos temos de fazer”, refere José Manuel Aguincha.

O Sales Director acrescenta que “a Databox é o Parceiro que faz a ligação entre a sociedade, entre o comportamento, entre o bem-estar e todos os cientistas e marcas e esforço que nos permitem ter um futuro melhor”.

Trabalho e Produtividade

A Databox organizou três painéis de debate com empresas do setor sobre temas relevantes para os Parceiros. O primeiro desses debates explorou o tema do teletrabalho, da produtividade e das ferramentas.

Miguel Saldanha, Channel Director da HP Inc., afirma que “só atualmente é que percebemos a falta que faz o contacto presencial, o quão era importante as decisões tomadas num simples café. Mas, todavia, estamos convictos de que há uma eficiência muito grande neste modelo”. Para o Canal, a HP tem desenvolvido várias iniciativas, tanto a nível ibérico como nacional, para “trocar informações e experiências” entre a HP e os seus Parceiros.

Rui Gouveia, Enterprise & Public Sector Manager da Lenovo, refere que os dispositivos são um hub de conferência e, “já em 2019, os nossos equipamentos estavam preparados para essa realidade, com microfones de longo alcance e um som melhorado”.

Nuno Piolty de Almeida, Integrated Mobility Sales Manager da Samsung, indica que a “% das empresas tiveram a possibilidade de implementar teletrabalho, mas a disparidade (…) é muito grande; 93% das grandes empresas implementaram este tipo de sistemas, mas apenas 30% das micro e pequenas empresas conseguiram implementá-lo”.

Cibersegurança

O segundo painel de debate do DATABOX GET TOGETHER foi dedicada ao tema da cibersegurança e contou com representantes da Fujitsu, da Kaspersky e da StorageCraft, assim como Gonçalo Sousa, professor e investigador de cibersegurança.

Pedro Samuel Pires, Enterprise and Cybersecurity Portfolio Manager da Fujitsu, diz que três das grandes ameaças cibernéticas a nível mundial são o ransomware, que se está a industrializar, o menor controlo dos dispositivos por causa da pandemia, que pode aumentar a superfície de ataque dentro das organizações, e, por fim, a terceira ameaça não tem a ver com a dimensão, mas com o fator humano, o death by hacking.

Gonçalo Sousa, professor e investigador de cibersegurança, refere que “todos nós estamos vulneráveis. Portugal não é exceção e a atividade conduzida em cibersegurança aumentou imenso porque as pessoas foram para casa, os meios começaram a ser partilhados, e foi necessário conseguir fazer essa transição e adaptar- se a uma nova realidade”.

Élio Oliveira, Territory Channel Manager & SMB da Kaspersky, explica que “quem utiliza os sistemas são os utilizadores”, o que faz com que as pessoas sejam “não só são o elo mais fraco como também são o elo mais importante de uma organização”. Assim, é preciso garantir que o endpoint está protegido, relembrando que, atualmente, não existe perímetro definido.

Vasco Sousa, Iberia Channel Manager da StorageCraft, afirma que “as empresas começam a ficar muito mais sensíveis” aos temas de cibersegurança, mas que, em março de 2020, na altura de colocar os colaboradores a trabalhar remotamente, procuraram disponibilizar o acesso aos colaboradores, abrindo portas indiscriminadamente.

Oportunidades para o Canal

A última painel de debate do GET TOGETHER juntou a APC, a Dell Technologies e a Databox para abordar o tema das oportunidades para o Canal no setor das TIC.

Isabel Reis, Managing Director da Dell Technologies, refere que “mais do que perca de oportunidades, temos uma alteração das oportunidades que surgem no mercado. É evidente que a pandemia veio mudar toda a forma de estar na vida e de trabalhar e surgiram muitas oportunidades relacionadas com essa nova realidade”.

Ana Carolinha Guilhen, diretora de Canal IT para a zona ibérica da APC, indica que “o crescimento em IT existe. O que a pandemia fez foi acelerar bastante o investimento em cloud, de trabalho remoto, tudo o que antes estávamos a começar a conversar e, de repente, tivemos de acelerar” a implementação destas soluções.

José Manuel Aguincha, Sales Director da Databox, explica que “rentabilidade é construída sempre de acordo com uma série de fatores, estejamos ou não em crise. A margem é construída sempre sob um conjunto de fatores, como o hardware, mas muito com os serviços”.

"Next Normal"

Bruno Horta Soares, Leading Executive Advisor na IDC Portugal acredita que o “novo normal” passa pelo facto de as organizações conseguirem reconhecer e navegar na incerteza causada pelo contexto pandémico atual, e prosperar.

Na sua perspetiva, a cloud, a mobilidade, o big data e as redes sociais transformaram a indústria de IT.

“Aquilo a que assistimos nos últimos dez anos foi muito mais do que uma transformação tecnológica. Deixamos de falar da transformação digital para falar na transformação do negócio pelo digital”.

Bruno Horta Soares explica que a própria IDC abandonou a expressão “transformação digital” há cerca de dois anos e que a pandemia apenas acabou por dar uma oportunidade às organizações que não tinham visto na tecnologia o verdadeiro acelerador da sua transformação de negócio.

Segundo estudos recentes da IDC, cerca de 42% das empresas ainda tentam ser resilientes, encontrando-se numa recessão económica, num espírito de continuação de negócio e otimização de custos, enquanto, por outro lado, há organizações que admitem estar já a caminhar para o “novo normal”.

“A necessidade de deixarmos de ter estratégias únicas para abordar o mercado e começar a compreender cada vez melhor o cliente é fundamental”, sendo ainda cada vez mais importante “estimular o cliente para o Future Enterprise, para aquela que é uma empresa do futuro e uma empresa potenciada pela tecnologia, focada no negócio”.

Quando questionadas sobre o futuro, as empresas acreditam que nos próximos seis meses, mesmo que muitas delas continuem focadas naquela que é a resiliência do negócio, muitas são as que irão iniciar os investimentos direcionados e focados na transformação.

O DATABOX GET TOGETHER, que se realizou nos dias 21 e 22 de janeiro, foi ainda composto por várias sessões digitais ao longo dos dois dias de evento, nas quais alguns dos principais nomes da indústria das TIC em Portugal tiveram a oportunidade de apresentar as suas principais novidades - de tendências tecnológicas, produtos e serviços - para 2021 aos Parceiros.

Sessões digitais

#Aruba

A Aruba abordou o tema das redes sempre ativas para negócios ativos com o Aruba Instant On, o Wi-Fi para as pequenas empresas.

Esta solução apresenta uma gestão unificada em dispositivos com fios e sem fios através da aplicação móvel Instant On e o portal web baseado em cloud.

O Aruba Instant On 1930 apresenta um novo design para complementar pontos de acesso sem fios, é silencioso, apresenta a Série 7 SKU: 8.24 e 48 Gigabit, de classe 4 PoE (PoE+) e sem PoE, interruptores de nível L2+, portas G/10G SFP+ em modelos de 24 e 48 portas para conectividade de fibra e ainda melhorias no software de segurança.

#Canon

A Gama Canon I-Sensys conta com 40 equipamentos que vão desde uma simples impressora de secretária de 18 páginas/minuto até ao equipamento mais produtivo de 62 páginas/minuto e 3.600 folhas.

Uma das funcionalidades em destaque é a application library que permite personalizar o equipamento consoante as necessidades do utilizador, tendo uma utilização e manutenção bastante simples e intuitiva.

Quanto à segurança, estas soluções estão equipadas com uma impressão segura por PIN e ULM (Universal Login Manager), uniFlow online e a Canon Print Business app.

De forma a ajudar as empresas no processo de transformação digital, a Canon apostou ainda na digitalização avançada dos documentos.

#Dell

Os servidores Dell EMC PowerEdge têm vantagens competitivas como por exemplo, a utilização do mesmo black paint para tudo e novidades a nível de segurança que introduziram na 14.ª geração de servidores. Os diversos servidores Dell EMC PowerEdge são alimentados por processadores Intel Xeon Scalable.

O PowerEdge R240 e o PowerEdge R340 são servidores de entrada de gama e têm uma grande e diversa procura no nosso país. Com a memória e disco corretos podem exportar cargas de trabalho muito interessantes.

O PowerEdge R7525 é um servidor topo de gama MD, de alta performance e baixa latência e pode ser utilizado em computação, machine learning, etc. Por outro lado, os servidores de torre PowerEdge T340 e PowerEdge T140 foram pensados para escritórios e pequenas filiais e são simples de gerir, instalar e configurar.

#Epson

A Epson apresentou o seu Programa de Canal INpulse. Esta plataforma foi pensada para revendedores sem acordo e é uma forma de premiar e incentivar aqueles que lucram através da compra de produtos Epson.

O registo no Programa de Canal INpulse pode ser feito através do site www.inpulseprogram.com. Após ser criada uma conta, o revendedor pode aceder à sua área privada, consultar a mecânica do Programa, os incentivos, o valor acumulado e ainda ter acesso a campanhas exclusivas.

#Fujitsu

Dada a atual fase de revolução tecnológica, a Fujitsu criou a Fujitsu Ecosytem Plataform, uma plataforma única no mercado, para dar respostas às necessidades de cada cliente.

Esta é uma plataforma internacional que serve para juntar todos os Parceiros dentro do mesmo espaço, de forma a que estes possam partilhar conhecimento, colaborar e juntos resolver os desafios que os clientes endereçam à Fujitsu diariamente. Isto permite oferecer uma resposta tecnologicamente mais viável e positiva aos clientes, bem como aumentar a possibilidade de os Parceiros gerarem valor entre si.

#HP Inc

A HP lançou um conjunto de equipamentos para dar respostas às novas formas de trabalhar. O HP Elite Dragonfly G2 é um convertível profissional com menos de 1kg, com a possibilidade de ter 4G e 5G integrado e funcionalidades como o HP Sure View Reflect, o HP Sure Shutter que permite desligar a câmara eletronicamente para obter mais privacidade e ecrãs de 1.000-nit que permitem trabalhar nas condições mais adversas de luminosidade.

O HP EliteBook 1000 G8 é um conversível com uma espessura de 16mm e está disponível em 13” e 14”. Os painéis podem chegar a resoluções HD, apresenta uma área visível de trabalho que pode chegar a 88% do chassi superior, oferece a possibilidade de trabalhar com uma pen, opções de conetividade com Wi-Fi 6 e a opção do 4G E 5G e ainda uma autonomia de 24h. O HP Elite Folio Notebook PC é a mais recente novidade HP e é a combinação da flexibilidade de um tablet, do desempenho de um portátil e da responsividade de um telemóvel.

#LG

A LG apresentou a sua oferta de Digital Signage. Atualmente, a LG tem disponível no mercado as tecnologias LCD, OLED e OLED Wall.

A Gama OLED disponível na área profissional passa por Wallpapers de 55”, com 4mm de espessura, flexíveis e magnetizados a uma peça sólida. A tecnologia OLED transparente, também com 4mm de espessura oferece a possibilidade de ser toutch. A terceira oferta da Gama OLED é o Open Frame flexível e curvo que pode ser montado com a curvatura quer na versão landscape, quer na versão portrait. Esta solução pode ser apertada até um metro de raio.

#Samsung

A Samsung partilhou como pode ajudar as empresas a enfrentar esta nova realidade e os desafios que o mercado tem encontrado.

A Knox Suite é a nova oferta da Samsung para empresas que agregam quatro das principais soluções móveis - Knox Manage, Knox Platform for Enterprise, Knox Mobile Registration e Knox E-FOTA - numa única compra com uma chave de licença.

Os produtos da Knox Suite oferecem às empresas uma gestão avançada, segurança de ponta a ponta e uma forte flexibilidade para proteger, implementar e gerir dispositivos ao longo do seu ciclo de vida.

Combinar estes produtos numa única compra proporciona às organizações um valor mais satisfatório através de um preço mais acessível, gestão simplificada de licenças e uma melhor experiência de utilizador.

#StorageCraft

StorageCraft OneXafe Solo 300 é um appliance compacto pré-instalado com o ShadowXafe, uma nova geração de software de proteção de dados de nível empresarial.

Esta solução tem como objetivo retirar a carga das máquinas a proteger, fazendo deste equipamento o ponto central para uma determinada localização, oferecendo um backup da infraestrutura. O StorageCraft OneXafe Solo 300 está equipado com funções plug-and-protect e uma das grandes vantagens é o facto de realizar backups de máquinas críticas diretamente para a cloud da StorageCraft. Assim sendo, esta é uma solução ideal para PME, RoBo-Redes Distribuídas e fornecedores de serviços geridos.

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