2016-2-09

SEGURANÇA

Portugal entre os países da UE mais afetados pelo cibercrime

No âmbito do "Safer Internet Day", que se celebra hoje, dia 9 de fevereiro, a Eurostat revela que, em 2015, um quarto dos utilizadores de Internet na UE tiveram problemas relacionados com a segurança. Portugal destaca-se pela negativa, sendo o terceiro país mais afetado por este tipo de ameaças

As preocupações com a segurança levaram mesmo os internautas da UE a abdicar de determinadas atividades: quase 1 em cada 5 não fizeram compras online (19 por cento) ou não realizaram atividades relacionadas com a banca (18 por cento), ao passo que 13 por cento não acederam à Internet via dispositivos móveis através de Wi-Fi sem ser em casa.

Portugal encontra-se entre os países que mais problemas enfrentam, ao registar uma percentagem de 36 por cento de utilizadores afetados por ciberameaças, apenas superado pela Hungria (39 por cento) e Croácia (42 por cento). Os Estados-Membros que obtiveram menos problemas de segurança foram a República Checa (com 10 por cento dos utilizadores), a Holanda (11 por cento), a Eslováquia (13 por cento) e a Irlanda(14 por cento).

 

Utilizadores portugueses são dos mais infetados por vírus

Cerca de um em cada cinco utilizadores na UE foram infetados com vírus ou outras ciberameaças, que resultaram em perda de informação.

A liderar a lista de países em que os utilizadores mais terão sido infetados por um vírus ou outro tipo de infeção (trojans, worms, etc.) está a Croácia (com 41 por cento), seguida da Hungria (36 por cento), Portugal (33 por cento) e França (29 por cento). Pela positiva destacam-se a Holanda (6 por cento), a República Checa (8 por cento) e Eslováquia (9 cento).

Ainda assim, a percentagem de internautas portugueses infetados em 2015 diminuiu 4 por cento, face a 2010, o que em si constitui um indicador positivo.

A nível europoeu, no entanto, a proporção de Internet users que foram afetados por vírus diminuiu em cerca de 10 pontos percentuais, de quase um terço (31 por cento) em 2010 para cerca de um quinto (21 por cento) em 2015.

Receio das compras on-line e do e-banking

A Roménia é o país onde mais se verifica que os utilizadores não efetuam compras on-line, com uma percentagem de 35 por cento, seguido pela Suécia, com 34 por cento. Portugal volta a surgir entre os três piores, com 30 por cento.

No e-banking somos mesmo o segundo país onde os habitantes demonstram mais preocupações em relação a aceder à banca on-line (26 por cento), atrás da Alemanha (27 por cento).

Seguem-se países como Itália (24 por cento), Espanha (23 por cento) e a Grécia (22 por cento).

A  utilização da Internet via wireless através de dispositivos móveis, fora de casa, é uma das atividades sacrificadas pelos internautas da Holanda (22 por cento), Letónia (21 por cento), Espanha (20 por cento) e Itália (19 por cento). Em Portugal, 16 por cento dos utilizadores de Internet não acedem a Wi-Fi fora de casa, uma percentagem superior à média europeia, que é de 13 por cento.

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