2018-5-30

SEGURANÇA

Páginas de Facebook falsas representam mais 60% do phishing das redes sociais

No primeiro trimestre de 2018, a Kaspersky Lab detetou a existência de mais de 3.7 milhões de tentativas de visitas a páginas de redes sociais falsas, das quais 60% eram páginas do Facebook

No início do ano, o Facebook foi a rede social mais fácil de replicar de forma fraudulenta pelos hackers, com páginas do Facebook a serem frequentemente falsificadas para roubo de dados pessoais através de ataques phishing.

Estes fazem parte de uma tendência a longo prazo: em 2017, o Facebook tornou-se um dos três principais alvos de phishing, atingindo os 8% de ataques totais, seguido pela Microsoft Corporation (6%) e pela PayPal (5%). No primeiro trimestre deste ano, o Facebook lidera também na categoria de phishing em redes sociais, seguido pelo VK – uma rede social russa – e pelo LinkedIn. Para isso contribuiu a média mensal de 2.13 mil milhões de utilizadores mundiais ativos, incluindo os que acedem a outras aplicações através das credenciais do Facebook, o que torna os utilizadores da rede social um alvo rentável para os hackers responsáveis por ataques phishing.

Esta realidade reforça a ideia de que os dados pessoais são cada vez mais valiosos no mundo da tecnologia de informação – tanto para organizações legítimas como para hackers. Estes estão em constante busca por novos métodos para atingir os utilizadores, pelo que é importante estar atento a técnicas fraudulentas para evitar tornar-se na próxima vítima. Por exemplo, a tendência mais recente é o envio de emails de spam relacionados com o RGPD (Regulação Geral de Proteção de Dados), que incluem ofertas para webinars, pagos, de clarificação da nova legislação, ou convites para a instalação de software específico que permite o acesso a recursos online para garantir o cumprimento das novas leis.

“O aumento contínuo dos ataques de phishing – direcionados tanto a redes sociais como a organizações financeiras – revela-nos que os utilizadores devem prestar mais atenção às suas atividades online. Apesar dos mais recentes escândalos globais, as pessoas continuam a clicar em links inseguros e a permitir que aplicações desconhecidas acedam aos seus dados pessoais. Devido a esta falta de vigilância, os dados armazenados em várias contas acabam por se perder ou ser extorquidos aos seus utilizadores, o que pode resultar em ataques devastadores e a um constante fluxo de dinheiro para os hackers,” refere Nadezhda Demidova, investigadora Principal de Conteúdo Web na Kaspersky Lab.

De acordo com a Kaspersky, os principais alvos de ataques phishing mantêm-se os mesmos desde o início do ano, sendo compostos principalmente por portais globais da internet e pelo setor financeiro, incluindo bancos, serviços de pagamento e lojas online.

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