2026-10-21
A celebrar duas décadas no mercado nacional, a MCR Portugal prevê atingir 60 milhões de euros de faturação em 2026 e prepara uma operação logística piloto em Lisboa para reforçar a proximidade
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A celebrar 20 anos no mercado português, a MCR Portugal escolheu a cidade do Porto – onde se viria a estabelecer há duas décadas – para juntar Parceiros e fabricantes, num total de 21 marcas presentes, para uma tarde de networking. Pedro Quiroga, CEO do Grupo MCR, e Paulo Almeida, Country Manager da MCR Portugal, foram responsáveis pelas boas-vindas à Summit MCR Portugal 2026, onde deram a conhecer as principais linhas e a evolução do negócio em Portugal do distribuidor tecnológico com capital 100% espanhol. Portfólio abre portas ao grande retalho A operação portuguesa nasceu ligada às componentes e aos integradores, mas reforçou a sua presença em produtos de grande consumo há cerca de seis anos, uma evolução que permitiu à distribuidora aproximar-se dos grandes retalhistas. A aposta em equipa local, aliada ao conhecimento do mercado e à escala operacional do grupo, têm sido alguns dos ingredientes estratégicos. Atualmente, o perfil do cliente da MCR Portugal centra-se essencialmente no grande retalho, em categorias como telecomunicões, gaming, armazenamento e produto. A distribuidora tem vindo a trabalhar com vários dos principais retalhistas presentes em Portugal, acrescentando ao portfólio marcas e categorias que já distribuídas em Espanha.
Em conversa com o IT Channel, Paulo Almeida, Country Manager da MCR Portugal, acredita que “esta diversidade de categorias” permitiu uma maior adesão à Summit MCR Portugal, uma vez que estão presentes vários perfis de clientes. A diversidade de categorias permite também à MCR Portugal equilibrar os produtos mais impactados pela pressão dos custos, como é o caso das telecomunicações e dos portáteis. Por outro lado, as categorias de aspiração e de gaming estão em crescimento e revelam-se uma aposta para compensar “uma eventual diminuição de volumes, não tanto de valores”, sublinha o responsável em Portugal. Portugal integra estratégia ibérica
Em declarações ao IT Channel, Pedro Quiroga admite que a incorporação de novos fabricantes é feita numa ótica conjunta, dos dois países. “Tentamos desde logo que a distribuição seja ibérica. Nuns casos é mais fácil, noutros é mais difícil”, admite. No entanto, não tem dúvidas de que a relação está fortalecida numa base de confiança. “É cada vez mais fácil que os fabricantes confiem em nós”, assevera. O responsável máximo refere que a experiência acumulada nos dois mercados tem facilitado e permitido a obtenção de mandatos de distribuição com âmbito ibérico. Mais proximidade com operação local O fator proximidade é um dos grandes objetivos do negócio em Portugal. De forma a alimentar esta relação com Parceiros, fabricantes e retalhistas, o distribuidor pretende avançar com um projeto piloto de logística externa na região de Lisboa. Numa primeira fase, o objetivo passa por ganhar experiência sobre as necessidades locais; perante o sucesso do modelo, a segunda fase inclui um armazém próprio, gerido pela MCR. Na perspetiva de Pedro Quiroga, este projeto servirá para compreender “a micrologística dentro de Portugal, o que nos vai permitir perceber logo as necessidades que temos”, nomeadamente ao nível de espaço, colaboradores alocados à logística e tipo de produto disponível em armazém. Meta de 60 milhões de euros em 2026 O distribuidor prevê alcançar 60 milhões de euros de faturação em Portugal este ano, depois de ter registado 45 milhões de euros em 2025, um valor que Paulo Almeida considera “muito positivo”, num ano que, admite, “está a correr muito bem” derivado, sobretudo, da aposta em várias linhas de produto e categorias. “Estamos dentro daquilo que tínhamos orçamentado, estamos até um pouco acima e as expectativas são de crescer significativamente”, garante. Canal TIC cresce 19,7% em Portugal
O Diretor do IT Channel, Jorge Bento, apresentou os mais recentes dados da Context para o Canal de IT a nível nacional, num primeiro semestre que fica marcado pela liderança de Portugal a nível de crescimento tecnológico europeu. Segundo os dados avançados, entre 1 de janeiro e 19 de julho de 2026, as receitas do Canal TIC aumentaram 19,7% face ao mesmo período de 2025, o que corresponde a 1.162 milhões de euros. A aceleração ocorreu de trimestre a trimestre, com um crescimento de 13,4% no primeiro trimestre e 26,3% no segundo. O crescimento centra-se, sobretudo, na área do B2B, com o retalho a crescer pouco mais de metade do ritmo do mercado (11%). Em 2026, o retalho europeu de PC surge através do investimento em Inteligência Artificial, gaming e criação de conteúdos. IDC, Gartner e Forrester antecipam 2027 como um ano de transição, onde deverão persistir, no entanto, problemas de escassez de memória. Dados da Forrester revelam que os decisores de tecnologia esperam aumentar o seu orçamento nos próximos 12 meses.
Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela MCR |