2026-6-12
A Gartner prevê que o consumo global de eletricidade dos data centers atinja 565 TWh em 2026, impulsionado pela crescente procura por infraestruturas de IA
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O consumo mundial de eletricidade dos data centers deverá aumentar 26% em 2026, impulsionado pela expansão acelerada das cargas de trabalho de Inteligência Artificial (IA), segundo previsões da Gartner. A consultora estima que o consumo energético global dos data centers atinja 565 terawatts-hora (TWh) em 2026, face aos 447 TWh registados em 2025. O crescimento reflete a crescente procura por capacidade computacional associada a modelos de IA generativa, sistemas de inferência e novas aplicações empresariais baseadas em inteligência artificial. “A procura crescente por cargas de trabalho de IA intensivas em computação está a impulsionar um crescimento sem precedentes no consumo energético dos data centers”, afirma Linglan Wang, Director Analyst da Gartner, em comunicado. Segundo a consultora, a disponibilidade de energia tornou-se um dos principais fatores limitadores da expansão da capacidade de IA a nível global. A Gartner prevê que a procura de potência elétrica dos data centers aumente 27% em 2026, atingindo 132 gigawatts (GW), acima dos 104 GW registados este ano. Até 2030, esse valor deverá mais do que duplicar, alcançando 290 GW. Os servidores otimizados para IA continuam a ser o principal motor deste crescimento. A Gartner estima que estes sistemas representem 31% de todo o consumo energético dos data centers já em 2026. A partir de 2027, os servidores dedicados a IA devem consumir mais energia do que os servidores convencionais pela primeira vez. A consultora alerta ainda para um futuro marcado por restrições energéticas. Segundo as previsões, o consumo elétrico global dos data centers poderá ultrapassar os 1.200 TWh em 2030, colocando pressão significativa sobre as redes elétricas e limitando novos projetos de construção. Este cenário poderá afetar tanto operadores de data centers como empresas que dependem destas infraestruturas para suportar operações digitais e iniciativas de IA. Perante este contexto, a Gartner recomenda que os responsáveis de infraestruturas e operações reforcem os investimentos em eficiência energética, garantam acesso antecipado à capacidade elétrica disponível e acelerem a adoção de sistemas de arrefecimento mais eficientes. A consultora defende igualmente uma maior aposta em arquiteturas de edge computing como forma de distribuir cargas de trabalho e reduzir a pressão sobre grandes data centers centralizados. Segundo a Gartner, a gestão da energia será um dos fatores decisivos para garantir o crescimento sustentável da inteligência artificial nos próximos anos. |