2018-1-22

NEGÓCIOS

Hardware - tendências para 2018

Segundo a Fujitsu, a inteligência artificial, a IoT e a segurança são três das tendências que mais vão influenciar o desenvolvimento de hardware num futuro próximo.

Que evoluções tecnológicas prometem influenciar o hardware nos próximos tempos? Segundo Glenn Fitzgerald, CTO de Product Business Line, na Fujitsu, a inteligência artificial será incorporada em mais dispositivos e aplicações do que nunca. "Veremos, por exemplo, capacidades de síntese e reconhecimento da fala implementada sob a forma de chatbots em novos locais, como postos de abastecimento de combustível, e também iremos ver cada vez mais assistentes de retalho digitais que irão mudar a relação entre uma loja e os seus clientes".

O CTO realça que a adoção da IA vai impulsionar a necessidade de tecnologias de suporte e que já este anos muitas empresas vão começar a pôr em marcha a sua estratégia para explorar as oportunidades da IA.

Por outro lado, Glenn Fitzgerald realça que a interface humana com a IoT continuará a aumentar – desde sistemas de monitorização do tráfego até medições ambientais e que vamos começar a ver sensores a proliferar nos cuidados de saúde, para monitorização 24 horas por dia, 7 dias por semana. "A evolução lógica será a implantação de alguns destes sensores. Este tipo de integração, como parte de pacemakers e outros dispositivos, por exemplo, permitirá que os profissionais de saúde monitorizem de perto as condições de saúde dos pacientes e os dados permitir-lhes-ão prever uma eventual crise, como um ataque cardíaco".

De acordo com a Fujitsu, a segurança biométrica será a norma, já que as empresas têm tentado responder às preocupações desta natureza através da introdução de novas camadas de segurança. "Contudo, para muitas, a complexidade resultante tem afetado a produtividade. A solicitação mais frequente em muitos serviços de suporte TI é ‘reinicializar uma palavra-passe perdida’, o que torna a facilidade de utilização da biométrica atractiva. Veremos muito mais empresas implementar sistemas biométricos avançados, os quais serão cada vez mais focados na análise das veias da palma da mão ou na detecção de rostos", diz o CTO da Fujitsu.

Glenn Fitzgerald refere ainda que o mundo definido por software continuará a dominar, que os data centers vão tornar-se "muito mais simples" e que a prevalência crescente do software defined mudará o hardware como o conhecemos. "Vai acelerar a desagregação do hardware – essencialmente a versão hardware da virtualização. Isto significa que em vez de ter servidores ou sistemas integrados, uma empresa possa ter grandes silos de capacidades distintas, como processamento ou memória, as quais serão montadas e desmontadas em função da tarefa que é preciso executar.

"Em meados de 2018, a implementação em grande escala de RAM não-volátil em servidores mudará radicalmente o mundo do software, à medida que o input/output de aplicações (por exemplo, para uma drive, um servidor ou outra aplicação) se torna síncrono em vez de assíncrono. Isto significa que o input/output será tão rápido que irá concluir, de forma eficaz e imediata, em vez de permitir que outros processamentos continuem enquanto se aguarda a conclusão", adianta Glenn Fitzgerald. "Já está a ser feito um investimento significativo na exploração deste novo paradigma de software, que irá possibilitar que dezenas de gigabytes sejam guardados de forma rentável na memória. Isto mudará não apenas o desempenho, mas também os modelos de gestão de dados, as soluções de resiliência e as capacidades de comunicação das aplicações. Os primeiros a explorar esta oportunidade de disponibilizar vantagens de negócio reais vão ser muito bem recompensados".

Outra das tendências apontadas diz respeito ao regresso das fitas magnéticas, porque o seu custo vai torná-las numa escolha "óbvia", escreve o CTO, para o armazenamento de grandes volumes de dados durante intervalos de tempo muito longos. "Especialmente à medida que as tecnologias de disco magnético forem suplantadas por discos solid state e memórias não voláteis nos servidores", justifica.

Sobre a cloud, a Fujitsu entende que o modelo híbrido vai predominar, não por questões de segurança mas pelo custo.  "Algumas aplicações, como as que transaccionam muitos dados ou possuem requisitos de computação bastante variáveis, são caras de alojar na cloud porque o preço normalmente é baseado na acomodação de requisitos de pico. O segredo do sucesso para as empresas passa por gerir o movimento dos seus dados entre clouds públicas e sistemas internos".

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