2016-5-18

NEGÓCIOS

Futuro da indústria logística poderá passar pela robótica colaborativa

O mais recente relatório da DHL, “Robotics in Logistics”, afirma que a robótica colaborativa impactará as cadeias de abastecimento e revela de que modo estas novas tecnologias serão utilizadas para realizar tarefas de picking, embalagem e transporte de mercadorias no mundo da logística

Segundo o estudo, o verdadeiro impacto da robótica na logística ainda está para vir, mas promete fazer parte da indústria no futuro. “Os robots trabalham em muitas indústrias mas ainda não tiveram impacto na logística devido à complexidade do setor – na logística é necessário lidar com uma ampla gama de atividades, com um número infinito de combinações de tarefas desempenhadas de forma conjunta com humanos e em espaços confinados. As investigações atuais mostram que 80 por cento das instalações logísticas são manipuladas manualmente. No entanto, a tecnologia está a começar a satisfazer a procura de robots de baixo custo e flexíveis que poderão trabalhar de forma colaborativa no setor logístico”, afirma Mattias Heutger, vice-presidente sénior de Estratégia, Marketing e Inovação da DHL Customer Solutions & Innovation.

O relatório destaca que o desenvolvimento desta nova geração de robots que podem ver, mover e reagir conforme o ambiente, assim como trabalhar em tarefas de precisão em conjunto com humanos, está a evoluir de forma rápida devido à expansão do comércio eletrónico e devido à diminuição e envelhecimento das equipas.

Como resultado, o investimento por parte dos governos, o capital de risco e os grandes distribuidores em vários países está a impulsionar uma nova onda de investigação com um impacto significativo na criação de robots com capacidades para a logística.

A Europa está fortemente comprometida com a robótica, juntamente com os Estados Unidos, China, Rússia e Japão. Mediante o programa SPARC, da Comissão Europeia, a UE irá investir 700 milhões de euros na investigação robótica e um consórcio de 180 empresas europeias comprometeu-se com 2,1 milhões de euros adicionais para 2020.

Para Clemens Beckmann, vice-presidente executivo de Inovação, Correios – E-Commerce - e Encomendas do Grupo Deutsche Post DHL, “Da mesma forma que os nossos filhos não são capazes de imaginar um mundo sem computadores, o mesmo irá acontecer com os robots. O desenvolvimento da próxima geração de robots que podem trabalhar em conjunto com seres humanos implicará um investimento substancial, mas no Grupo DPDHL estamos convencidos que em breve as cadeias de abastecimento irão incluir robots e pessoas a trabalharem em conjunto na manipulação de produtos de forma rápida e económica”.

Como forma de demonstrar de que modo a robótica poderá contribuir para a indústria logística, o Grupo DPDHL está a levar a cabo testes com robots colaborativos em alguns armazéns com o objetivo de encontrar soluções que ajudem a transformação da cadeia de abastecimento.

O relatório “Robotics in Logistics” inclui dados e atualizações da comunidade científica no campo da robótica e foi criado como parte do relatório anual “Logistics Trend Radar”, desenvolvido pela DHL para identificar e tirar proveito das tendências e tecnologias mais relevantes para o setor logístico.

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