2020-9-17

NEGÓCIOS

Análise

APC forma Parceria com a Cisco em edge computing

Com vista a estimular os seus negócio de edge no Canal, a APC e a Cisco uniram forças para oferecer aos seus Parceiros um conjunto de recursos que permitam facilitar e rentabilizar o desenvolvimento de soluções de edge computing

Com o crescimento da computação distribuída, torna-se cada vez mais importante criar uma sinergia entre os fabricantes especializados em diferentes componentes da área, de forma a habilitar os Parceiros com diversos tipos e níveis de especialização a implementar soluções integradas com valor acrescido. Exemplo disto são o networking e a infraestrutura física: o edge requer um alto nível de redundância e flexibilidade e segurança, mas também requer condições especiais de fornecimento de energia, climatização e segurança física. Como tal, a maioria dos Parceiros não tem as habilitações para desenvolver e implementar de raiz um projeto de edge computing, tendo assim dificuldade em sair do modelo transacional e entrar nas áreas mais lucrativas de engenharia de soluções.

“Um Parceiro Cisco que entende de servidores muitas vezes não tem os conhecimentos necessários de energia e climatização, e vice-versa,” explica Ana Carolina Cardoso Guilhen, Channel Director for Iberia da APC.

Com isto em mente, a APC e a Cisco anunciaram uma expansão da sua Parceria pré-existente – há já vários anos focada em projetos conjuntos de transformação digital – para oferecer aos seus Parceiros “pacotes” de produtos para projetos de edge computing, incluindo a solução de hiperconvergência Hyperflex da Cisco e gabinetes 6U da APC, disponibilizando, num único lugar, tudo o que o Parceiro precisa para desenvolver uma solução para o seu cliente.

Isto vem a complementar o já existente configurador de soluções disponível no portal de Parceiros da APC, que permite aos Parceiros, consoante as especificações concretas de um projeto, escolher os equipamentos adequados para o desenvolvimento da solução.

“Muitas vezes, o Parceiro é altamente especializado numa determinada área, mas não sabe como configurar a totalidade de uma solução – por exemplo, para dado servidor, qual é o rack, UPS ou PDU adequado”, exemplifica Ana Carolina Guilhen. “Com o configurador, o Parceiro pode facilmente combinar equipamentos da APC e empresas Parceiras como a Cisco, mesmo que esteja fora da sua área de conhecimentos”.

Opportunity Registration Program

Para envolver ainda mais o Parceiro, a APC lançou também o Opportunity Registration Program, que recompensa Parceiros que identificam, desenvolvem e concretizam novas oportunidades de negócio para a APC, oferecendo mais-valias económicas e proteção do investimento em design e consultoria.

“Pequenos ambientes de data center requerem muitas vezes tanto investimento em desenvolvimento, design e consultoria como projetos maiores, mas com menor margem de lucro. O objetivo deste programa é aumentar a rentabilidade destes projetos e incentivar os Parceiros a desenvolverem este negócio”.

Ao desenvolver uma solução, o Parceiro pode agora submeter a mesma para registo no programa, o qual lhe atribui um número único que funciona como uma “patente” dentro do Canal da APC, protegendo assim o investimento que o Parceiro fez no desenvolvimento da solução. Para além disto, o programa permite também maximizar a rentabilidade de cada projeto ao oferecer descontos escalonados consoante os produtos escolhidos: entre 5% e 7% se o Parceiro incluir três categorias diferentes de produtos, podendo chegar até 15% de desconto se incluir uma solução da Cisco.

Para o Parceiro, isto traz vantagens de rentabilidade financeira e competitividade; para a APC, funciona como estímulo de áreas de negócio nas quais os Parceiros não iriam, de outra forma, tão facilmente investir.

Efeito da COVID-19

Apesar do inegável impacto da pandemia, muitas áreas do IT têm demonstrado grande resiliência ao tomar partido das novas necessidades dos clientes. No caso da APC, isto traduziu-se no investimento em sistemas remotos de monitorização de infraestrutura.

“Esta era uma área que muitos clientes viam como supérflua; mas de repente viram-se longe das suas instalações sem capacidade de manter as operações, o que os levou a investir nesta área”, relata Ana Carolina Guilhen. “O que fizemos foi lançar um sistema remoto de suporte onde o próprio cliente entra em contacto com o técnico através de uma aplicação de realidade aumentada, permitindo assim fazer alguns tipos de intervenções de forma remota”. Como resultado, acrescenta, a APC já firmou vários contratos de manutenção que já abrangem a assistência remota, tendência que se poderá estender para lá da pandemia.

Com o eventual regresso à normalidade, mesmo havendo operações que não podem dispensar assistência presencial, a pandemia levou a uma aceleração destes modelos remotos, e no futuro, garante Ana Carolina Guilhen, Isto traduzir-se-á em modelos híbridos que permitirão maior eficiência e redução de custos na manutenção. 

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