Rui Damião em 2020-7-16

A FUNDO

Especial

Mercado de servidores, armazenamento e virtualização

Os dados continuam a aumentar a uma taxa exponencial e as organizações não podem apenas processá-los e armazená-los. Nesta mesa redonda, Érre Technology, Fujitsu, Hewlett-Packard Enterprise, Huawei, Infinidat, Lenovo, Nutanix e StorageCraft partilham a sua visão sobre o mercado de servidores, armazenamento e virtualização

Uma vez que os dados continuam a proliferar a uma taxa exponencial, as empresas não devem apenas processá-los e armazená-los; devem sim, abordar a gestão dos dados com inteligência e procurar novas abordagens.

Esta transformação digital exige que o data center se adapte e evolua porque, mais do que nunca, são necessários recursos crescentes de processamento e armazenamento, que têm de estar on-premises para poderem servir o negócio em tempo real, já que a cloud pública é utilizada como um complemento, e não como uma substituição da computação de proximidade. Assim, à medida que todos os negócios se tornam digitais, aumentam, na mesma proporção, as necessidades de investimento em novas soluções de processamento, armazenamento e virtualização.

 

 

Mercado nacional 

As perspetivas iniciais para os vários mercados foram totalmente alteradas – seja para melhor ou para pior – com a pandemia da COVID-19. Neste sentido, também o mercado de servidores, de armazenamento e de virtualização teve a necessidade de alterar as suas perspetivas.

Daniel Cruz, Channel Manager, South Europe na Infinidat, viu 2020 começar “muito forte” para a empresa. Em março, com o chegar da pandemia, “notou-se algum abrandamento, com as devidas exceções, como em empresas que tiveram que fazer face ao teletrabalho”. “Nós, na Infinidat, conseguimos beneficiar da pandemia porque fizemos entregas em uma semana, quando outros concorrentes estavam a dar dois ou três meses de entrega”, explica. Daniel Cruz acredita que “depois do verão vamos recuperar e ter uma rentrée forte”.

Luciano Zoccoli, DCG PT Solution Architect na Lenovo, afirma que “claramente que o impacto se fez sentir a partir de março” a nível mundial. Entre Espanha e Portugal, “o impacto não foi tão pesado como noutros países europeus”, existindo números que mostram que o mercado nacional não terá descido assim tanto em comparação com as previsões iniciais para o ano de 2020. “Têm existido projetos importantes que existiram por causa do teletrabalho e há uma necessidade urgente que tem feito crescer as vendas”. No entanto, ainda é preciso esperar para perceber o que vai acontecer no segundo semestre, apesar dos investimentos esperados na digitalização.

Luís Rilhó, Product Category Manager na Hewlett-Packard Enterprise (HPE), sentiu “algum impacto no início da pandemia, nomeadamente em algumas áreas de mercado como PME que, de alguma forma, foram compensadas por investimentos de empresas de maiores dimensões”. Para o resto do ano, a expetativa “é positiva”, embora se esteja a falar “de momentos muito unpredictable. Se tudo continuar como está e apostando na digitalização, o ano não vai, de todo, ser desastroso para algumas áreas de negócio”.

 


“Há seguramente fabricantes que são bons em determinados software ou hardware e tentamos fazer um mix das várias tecnologias”

- Nuno Afonso, CTO, Érre Technology


 

Nuno Afonso, CTO na Érre Technology, partilha que, no negócio mais tradicional da empresa – servidores e armazenamento – existiu uma “grande contração”. “A maior parte dos nossos clientes, que são da indústria, optaram por não fazer investimentos a não ser que fossem obrigados por alguma renovação tecnológica. Adaptámo-nos muito às novas necessidades e acompanhámos os nossos clientes, como a monitorização das infraestruturas, na parte de fortalecimento de acessos remotos e nas ferramentas colaborativas”, explica. A Érre Technology espera que o segundo semestre retome ao que estava previsto inicialmente em termos de investimento, mas com alguma contenção.

Nuno Leonardo, Datacenter Business Development Manager na Fujitsu, afirma que o primeiro trimestre do ano correu alinhado com o mesmo período de 2019. Apesar de não ter dados do segundo trimestre, Nuno Leonardo partilha que “estamos a assistir a dois comportamentos diferenciados: as muito pequenas e médias empresas tiveram uma paragem muito grande; as empresas de maior volume têm novas necessidades que a pandemia trouxe. O mercado tem dois segmentos e duas velocidades diferentes”.

Pedro Gomes, Territory Account Manager Portugal na Nutanix, divide o mercado entre administração pública e privada. “No primeiro semestre, vimos algumas aquisições e projetos naquilo que são clientes enterprise e vimos uma diminuição grande naquilo que são os pequenos e médios clientes. Por outro lado, a administração pública teve um período de março em que alguns projetos acabaram por ficar on hold, apesar de agora estarem a sair esses concursos públicos, tem existido algum investimento”.

Rui Fialho, Product/Solution Manager na Huawei, reforça que, apesar da segmentação de pequenos e grandes negócios, também existe uma segmentação por verticais. “Os transportes terrestres tiveram um acréscimo de necessidade; os transportes aéreos estão praticamente parados e houve uma quebra muito grande, já não falando na hotelaria ou no turismo. São segmentos de mercado com um impacto muito grande onde os projetos tiveram de ser, obviamente, cancelados ou adiados para prazos indeterminados”, diz.

Vasco Sousa, Channel Account Manager for Iberia na StorageCraft, refere que “há um momento até meados de março em que víamos um crescimento do negócio e a partir do momento do confinamento houve um decréscimo, especialmente nos projetos de entrega ‘chave na mão’, até porque a própria componente de entrega dos serviços nos clientes foi alterada e isso está a levá-los a reequacionar a forma como trabalham”. Ainda assim, “será interessante verificar no final de 2020 quais os investimentos que foram planeados a partir do último trimestre de 2019, quais foram considerados prioritários e os que tiveram ou vão ter implementação”.

 


“Passamos por um período em que a reinvenção é claramente a necessidade para a sobrevivência, mais do que para o crescimento”

- Rui Fialho, Product/Solution Manager, Huawei


 

On-premises

As organizações estão a substituir os seus servidores on-premises, seja por uma necessidade de atualização ou pelo crescente volume de dados e a necessidade de tratá-los em tempo real.

Rui Fialho acredita que a grande necessidade de computação e de tratar maiores volumes de dados leva à substituição dos equipamentos. No entanto, é preciso lembrar que estes equipamentos têm um ciclo de vida de cerca de cinco anos e, quando chega a altura de renovação do suporte, o Service-Level Agreement (SLA) torna mais vantajoso renovar o equipamento do que apenas o suporte.

Luciano Zoccoli refere que a estratégia de renovação se divide em duas áreas: a necessidade tecnológica, onde se inova em vez de se fazer uma simples troca de equipamento, e a capacidade dos clientes em termos de negócio. As empresas podem precisar de outras capacidades que os antigos equipamentos não têm à medida que o seu negócio cresce.

Nuno Afonso indica que, por norma, os clientes trocam de equipamentos quando estes já não têm capacidade de armazenamento ou nos ciclos de manutenção um pouco forçados pelos fabricantes. “Há um período de vida dos equipamentos e chegamos àquele período onde a manutenção é dispendiosa e fica mais económico escolher um novo servidor”, explica.

Luis Rilhó refere as duas tendências de renovação. Um é a renovação tecnológica específica, não só pela questão do suporte, mas também porque a partir de um determinado momento os equipamentos não conseguem correr determinadas aplicações. Depois, são as novas soluções, onde muitos clientes procuram ser mais eficientes do que a sua concorrência.

 


“Há muitas situações onde os clientes não têm a capacidade de se atualizar de uma forma rápida e necessitam dos Parceiros para fazer este caminho” 

- Luciano Zoccoli, DCG PT Solution Architect, Lenovo


 

Armazenamento

O mercado de armazenamento sofre várias inovações ao longo do tempo, mas nem todas as empresas optam por aproveitar estas novidades imediatamente.

Segundo Daniel Cruz, a Infinidat aborda o desafio do volume dados de uma maneira diferente do mercado. “O sítio onde guardamos os dados tem de ser, no meio, o mais barato possível e, por outro lado, a entrega dos dados tem de ser feita o mais rápido possível”, que permite não só ter a performance necessária, mas poupar recursos financeiros aos clientes.

Nuno Leonardo refere que “as necessidades de acesso aos dados são cada vez maiores e têm de estar cada vez mais disponíveis a velocidades superiores”. O edge computing também está a mudar a oferta; “a partir do momento em que tenho capacidade de processamento mais longe do data center, preciso de armazenamento mais perto desse local de processamento”.

Luís Rilhó afirma que a HPE se tem focado mais na oferta all-flash e em tecnologias por NVMe. Uma das tendências está relacionada com a disponibilidade dos dados, algo fulcral para as empresas. Assim, a HPE procura oferecer tempos de disponibilidade acima dos standards de mercado, chegando a oferecer mesmo 100% de uptime.

Rui Fialho sente que a latência é um dos pontos importantes para os clientes, uma vez que, em conjunto com outras tecnologias, é das especificações que farão a diferença no mercado. Depois, as empresas vivem, cada vez mais, em função da tecnologia e a indisponibilidade de dados pode ter impactos financeiros drásticos. Vasco Sousa refere que atualmente se assiste a um crescimento muito rápido de dados, mas é necessário fazer a devida diferenciação entre os dados. Há dados que o crescimento é previsível e é possível fazer o provisionamento correto, mas depois há os dados não estruturados que tornam muito difícil de prever a capacidade que será necessária dentro da empresa.

 

 


“Os clientes querem consumir ofertas as-a-Service e o único caminho que um Parceiro mais tradicional tem é ou criar as suas ofertas as-a-Service ou usar este tipo de ofertas dos fabricantes” 

- Pedro Gomes, Territory Account Manager Portugal, Nutanix


 

Impacto da cloud

A cloud tem, naturalmente, impacto no mercado de servidores e armazenamento, não só da cloud pública, mas também da cloud privada. No entanto, as cloud híbridas abrem a porta para que o mercado continue a florescer.

No mercado português, Pedro Gomes (Nutanix) vê um caminho para a cloud híbrida. “Temos visto alguns clientes a fazerem o caminho para a pública porque gostam da elasticidade e da gestão. Por outro lado, existem também temas relacionados com custos e segurança que acabam por diminuir a adoção em larga escala da cloud pública, indo para o híbrido”, explica.

Luís Rilhó (HPE) tem visto “alguns clientes com uma estratégia cloud-first”. No entanto, a HPE “desenvolveu algumas ofertas onde, na casa do cliente, colocamos os mesmos benefícios da cloud pública na sua cloud privada ou híbrida”. A cloud ainda é cara nos dias de hoje, mas os clientes têm procurado esses benefícios para os seus negócios.

Nuno Leonardo (Fujitsu) observa que a ideia de adotar cloud em massa está ultrapassada. “Começamos a observar o movimento inverso, onde não faz sentido ter tudo na cloud e onde é necessário ter parte dos serviços localmente”, diz. Neste sentido, as empresas apostam cada vez mais nas opções híbridas, em trazer para casa as vantagens da cloud pública.

Luciano Zoccoli (Lenovo) acredita que o impacto da cloud no mercado de servidores é grande. “O caminho híbrido é o caminho garantidamente que se vai tomar no futuro” porque nem tudo faz sentido na cloud. Com a situação pandémica, muitos clientes perceberam que a mobilidade era fundamental e adotaram serviços cloud porque o seu data center não dava resposta.

Rui Fialho (Huawei) reafirma que “a cloud é incontornável”. “Qualquer organização vai ter a sua cloud privada porque vai querer todos os benefícios da cloud, mas com o controlo absoluto dentro das suas infraestruturas com soluções que permitam ter todos os benefícios, como orquestração e controlos de custos”, explica.

 


“Temas como DevOps, integração com private cloud, automação e containers, trazem complexidade ao mercado”

- Luís Rilhó, Product Category Manager, Hewlett-Packard Enterprise


 

Virtualização

O data center caminha para a virtualização total – ou seja, o Software-Defined Data Center. Este caminho acontece à medida que a virtualização das redes e do armazenamento entram num novo nível de maturidade.

Luís Rilhó afirma que a caminhada para a virtualização do servidor “está quase feita”. Por outro lado, áreas como as redes ainda estão numa fase muito inicial. Já no armazenamento, “o investimento é claro e a hiperconvergência tem um papel fundamental em trazer a virtualização para a componente de storage”.

Rui Fialho relembra que, apesar de existir diferentes níveis de maturidade neste caminho da virtualização, se olharmos para o software-defined num sentido mais lato, “pouca coisa ataca diretamente o hardware”. O valor acrescentado está na camada de software, e serão tecnologias como a inteligência artificial que vão trazer cada vez mais funcionalidades e facilitar este mundo.

O representante da Érre Technology acredita que “o Software-Defined Data Center é inevitável”. “O que temos visto são soluções de HCI, com virtualização ao nível do armazenamento, tentar aproveitar as capacidades de processamento dos servidores e os discos all-flash para dar uma performance sem limites. No futuro, vamos caminhar para a virtualização da parte de redes”, refere.

Nuno Leonardo salienta que “isto é um caminho” que começou e “se abandonou os mainframes”. Ao chegar ao x86, “ainda me recordo quando começou a aparecer a virtualização que era uma coisa só para testes”. O representante da Fujitsu acredita que “o primeiro passo está dado” e que todos acreditam “que a virtualização funciona”.

Pedro Gomes acredita que o mercado está menos maduro na parte de virtualização de redes, “mas há uma tendência clara por parte dos clientes, que não querem gastar tanto dinheiro com hardware legacy com custos elevadíssimos”. Assim, “vai existir uma transição, mas é um momento que ainda não se alargou a todos os clientes”.

 


“Deverá existir um shift para um modelo mais de subscrição e de as-a-Service para que seja possível criar um modelo de negócio assente em receitas constantes” 

- Vasco Sousa, Channel Account Manager for Iberia, StorageCraft


 

Parceiros 

A larga maioria dos clientes recorre aos Parceiros para perceber que tipo de soluções precisa. Cabe aos Parceiros fazer uma análise das necessidades da organização e aconselhar as melhores opções para colmatar as suas possíveis falhas dentro do orçamento disponível.

Luís Rilhó partilha que, apesar de grande parte dos investimentos da HPE irem para facilitar o setup e a gestão das infraestruturas, “cada vez temos soluções mais complexas”. “Temas como DevOps, integração com private cloud, automação e containers, trazem complexidade a estas soluções”, refere. Há soluções que tentam tirar esta complexidade, mas todas são muito complexas.

O Product Category Manager da Hewlett-Packard Enterprise afirma que os Parceiros têm de ser cada vez mais especializados para estarem cada vez mais preparados para fazer aquilo que os clientes não conseguem fazer.

Vasco Sousa (StorageCraft) indica que, a nível estratégico, “os Parceiros aprenderam bem os riscos de ter um negócio assente no transacional. Deverá, seguramente, existir aqui um shift para um modelo mais de subscrição e de as-a-Service de maneira a que seja possível criar um modelo de negócio assente em receitas constantes; ainda que possa existir um impacto inicial no volume de negócios, o que é facto é que acaba por ser um modelo muito mais sustentável e onde se mitiga muito o risco”.

Rui Fialho lembra que ter vários equipamentos ou serviços de um fabricante não é sinónimo de estar vendor lock ou dependente dessa empresa. “Significa que existe um Parceiro estratégico porque, de facto, mais do que ter múltiplos pontos de contacto, mais do que empurrar responsabilidades, aquilo que os clientes precisam é de trusted advisors, de empresas e Parceiros que os ajudem de ‘A a Z’, que conheçam a organização e a sua realidade de forma muito profunda e que tenham capacidade para os ajudar em múltiplas áreas”, explica.

O representante da Huawei acrescenta que há, “também, a necessidade de os Parceiros no mercado se terem de reinventar continuamente. Passamos por um período em que a reinvenção é claramente a necessidade para a sobrevivência – mais do que para o crescimento. É preciso reinventar naquilo que é possível entregar, ser customer centric, colocar o cliente em primeiro lugar”.

Pedro Gomes vê um desafio para os revendedores tradicionais durante os próximos dois anos: com o “advento das clouds públicas, os Parceiros acabam por perder espaço, não só em termos de venda, mas também de margem”. Por outro lado, os operadores “continuam a tentar posicionar-se naquilo que era o espaço tradicional de um revendedor no passado”.

Deste modo, é necessário que os Parceiros mais tradicionais enderecem o desafio. Na opinião do Territory Account Manager Portugal da Nutanix, o plano deve passar pela especialização, onde é necessário ter “um conhecimento mais profundo daquilo que são as soluções que vendem e, por outro lado, ofertas as-a-Service; cada vez mais os clientes querem consumir ofertas as-a-Service e o único caminho que um Parceiro mais tradicional tem é ou criar as suas ofertas ou, então, usar este tipo de ofertas dos fabricantes”.

 


“As ofertas de negócio estão a mudar, o cliente final sente o chamariz e a componente aliciante destes novos modelos. Pelo meio fica um Parceiro que está muitas vezes suportado no modelo transacional” 

- Nuno Leonardo, Datacenter Business Development Manager, Fujitsu


 

Especialização

Nuno Leonardo (Fujitsu) acredita que há duas palavras que vão ditar a sobrevivência – ou não – dos Parceiros: especialização e criatividade. “Vemos duas abordagens diferentes para a especialização e tem de ser o Parceiro a decidir. O ponto um é a especialização vertical, do que é o negócio do seu cliente, da indústria, do espaço geográfico; que não esteja tão dependente do ponto de vista tecnológico, mas mais ligado com a área de atuação do cliente final. Por outro lado, a especialização do ponto de vista tecnológico; já não há espaço para o Parceiro cujo negócio assenta em modelos transacionais, tem que existir cada vez mais a capacidade de o Parceiro trazer valor acrescentado para cima da mesa, algo que só é possível com a especialização”.

Luciano Zoccoli relembra que “para a Lenovo, o Parceiro é sempre um fator importante”, uma vez que quase 100% do negócio é feito através do Canal. “Acreditamos que a relação com o Parceiro tem de ser uma relação de valor, seja para o cliente ou para a Lenovo. É necessário aportar valor aquilo que a Lenovo consegue entregar aos clientes; tem de complementar de alguma forma aquilo que a Lenovo consegue posicionar; o Parceiro tem de ter o know-how para ter essa diferenciação, é fundamental”.

O representante da Lenovo acrescenta que “também é preciso ter a capacidade de ajudar os clientes”, uma vez que é necessário ter um fator diferenciador. “Temos muitas situações onde os clientes não têm a capacidade de se atualizar de uma forma rápida e necessitam dos Parceiros para fazer este caminho em conjunto com ajuda, serviços, integrações, suporte. Tem de ser uma relação de suporte entre as três partes: Parceiro, cliente e fabricante”.

Daniel Cruz refere que os Parceiros que são mais bem-sucedidos “são aqueles que têm procurado integrar no seu portfólio de soluções diferenciadoras que desafie o status quo. Há um grupo de Parceiros que sempre trabalhou com os mesmos vendors – e concordo com a especialização –, mas há alguns que estão mais atentos e que veem o que vai surgindo no mercado e adaptam-se. A adaptação é fundamental no mercado e para os Parceiros terem sucesso”.

Para além das competências comerciais e técnicas, os Parceiros também precisam de um portfólio de soluções – que podem não ser do mesmo vendor, onde pode ir buscar o best of breed de cada uma das áreas. “É preciso criar um portfólio sólido, com competências sólidas, para oferecer um serviço de excelência aos clientes finais”, explica.

Com uma perspetiva diferente – de integrador e não de fabricante –, Nuno Afonso partilha que tanto os fabricantes como os clientes finais são importantes para o negócio da Érre Technology. “Temos uma forma diferente de estar no mercado, de uma forma híbrida. Somos agnósticos de fabricantes, mas há fabricantes com que temos uma melhor relação. Não estamos fechados a nenhum produto, solução ou fabricante; o nosso foco é sempre a satisfação e a necessidade dos clientes”.

 


“É preciso criar um portfólio sólido, com competências sólidas, para oferecer um serviço de excelência aos clientes finais”

- Daniel Cruz, Channel Manager, South Europe, Infinidat

 


 

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