2018-10-30

A FUNDO

Análise

Arrow desmistifica proteção de workloads na cloud pública

A Arrow ECS demonstrou, com a Fortinet e a Microsoft, que a implementação de soluções de segurança em cloud pública não tem de ser um desafio

As empresas e o próprio Canal já não receiam a ‘nuvem’ e, segundo Carlos Carvalho, Business Unit Manager de Cloud na Arrow ECS, “reconhecem a necessidade de segurança à medida que migram para a cloud pública”. O que ainda persiste é a dúvida sobre como alcançá-lo. “Esse é o tema que é necessário desmistificar, explicando que as soluções existem. Esta é uma das mais-valias da Arrow, porque temos um modelo assente em ajudar os Parceiros a desenvolver as integrações. Temos uma forte componente de pré-venda, para auxiliar no desenho das soluções”.

Foi com esse objetivo em mente que o VAD organizou no passado dia 19 de setembro, em Lisboa, um evento dedicado à proteção de Microsoft Azure com Fortinet, o segundo de um ciclo de iniciativas iniciadas em junho. “Acreditamos que cada vez mais o importante é o negócio do cliente final e, frequentemente, a melhor solução é conseguida juntando as mais-valias de vários fabricantes”, disse-nos.

Recurso a frameworks

Cada vez mais, as implementações têm de ser feitas à medida das necessidades de cada cliente.
A cibersegurança não é exceção. Esta adaptação é um tema que suscita alguns receios junto dos Parceiros
e que a Arrow procura desmistificar. “Muitas vezes os Parceiros querem investir em novas áreas, mas enfrentam a barreira do investimento inicial em
know-how e formação”
. Carlos Carvalho realça que “existem frameworks que ajudam a implementar as soluções” e que todo o processo “é mais simples do
que se julga
”.

É neste ponto que a Arrow pretende ajudar. “Partilhamos o know-how das nossas equipas, para que nas primeiras implementações os Parceiros contem com o nosso apoio, tornando-se progressivamente autónomos”.

Aportar flexibilidade

Apesar de a Microsoft assegurar a proteção da infraestrutura em Azure, esta pode de ser complementada por cada empresa. No evento, estiveram em destaque duas soluções da Fortinet: a FortiGate e a FortiWeb, “produtos específicos para a proteção de aplicações”, explicou-nos Ignacio Franzoni, systems engineer. “A FortiGate protege a infraestrutura por inteiro e a FortiWeb protege as amplicações de web servers, que é o principal objetivo dos clientes que vão para a cloud pública. Normalmente juntamos estas soluções, que se complementam”.

Segurança, visibilidade e controlo são três aspetos críticos que a Fortinet endereça: “É importante que as empresas conheçam o que está a acontecer na cloud pública, Não apenas no que diz respeito ao tráfego inbound e outbound, mas sobre o que está a acontecer com os recursos que a empresa tem na cloud pública”. Com as já referidas soluções, a Fortinet consegue controlar as aplicações que estão a correr entre duas máquinas e criar posteriormente mecanismos de automação.

João Ricardo Correia, também systems engineer na Fortinet, destacou que “se um servidor estiver a tentar aceder a um website malicioso, é possível ter o alerta e bloquear automaticamente o acesso a esse site”, advertindo: “Podemos colocar o que quisermos na cloud, mas temos de ter consciência de que existem muitas ameaças”.

 

Cloud – linguagem que a gestão entende

As vantagens da cloud para os clientes finais estende- se para lá da flexibilidade ao nível da utilização de recursos de computação. “A cloud é um modelo de negócio que agrada à gestão financeira. A possibilidade do OPEX, de pagar pelo que se utiliza, é algo muito importante para as empresas”, adiantou-nos Carlos Carvalho. “Porque as pessoas da área de negócio não entendem as pessoas do IT, temos um vocabulário demasiado fechado e complexo”. O modelo de negócio da cloud vem assim passar para o negócio uma linguagem que é “facilmente entendida por este, que indexa o custo à venda, permitindo ter modelos adequados tanto à mais pequena empresa como à maior”.

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