2026-8-26
O InstaScan utiliza agentes de IA para cruzar alertas de segurança com a telemetria dos ativos e identificar sistemas afetados poucos minutos após a divulgação de novas vulnerabilidades
|
A Qualys apresentou o InstaScan, uma nova capacidade da plataforma Enterprise TruRisk Management que utiliza agentes de Inteligência Artificial (IA) para identificar vulnerabilidades nos ativos das organizações poucos minutos após a publicação dos respetivos alertas de segurança. A tecnologia introduz uma abordagem de scanless scanning, que dispensa a espera por novos ciclos de análise. O sistema monitoriza continuamente os alertas publicados pelos fabricantes e cruza-os com informação sobre ciberameaças da Qualys, fontes externas e telemetria já recolhida dos ativos para determinar quais poderão estar expostos. Segundo a empresa, o InstaScan permite abranger 90% das deteções em poucos minutos, procurando reduzir o período entre a divulgação de uma vulnerabilidade e a identificação dos sistemas afetados. “O Qualys InstaScan faz com que a inteligência de ameaças passe de dizer o que já aconteceu para detetar a exposição quando esta surge. Isto introduz um conceito revolucionário na estratégia de defesa: a deteção proativa”, afirma Sergio Pedroche, Country Manager da Qualys Iberia. Exploração de vulnerabilidades lidera violaçõesA apresentação da solução surge num contexto em que a exploração de vulnerabilidades representa 31% dos pontos de entrada das violações de segurança, de acordo com o mais recente Data Breach Investigations Report (DBIR), da Verizon. A Qualys refere ainda que a utilização de IA está a acelerar a capacidade de atuação dos atacantes, enquanto os processos de resposta continuam a enfrentar atrasos. Segundo dados da própria empresa, o período médio entre a deteção e a remediação permanece nos nove dias. O InstaScan procura reduzir este intervalo através de deteções desencadeadas pela publicação de novos alertas e por alterações nos ativos, em vez de depender exclusivamente de análises calendarizadas. As deteções geradas com recurso a IA são também classificadas de acordo com o respetivo nível de confiança para apoiar a priorização e a remediação. “Um programa lento de gestão de vulnerabilidades é agora a maior vulnerabilidade que uma organização pode ter. Estamos, por isso, a entrar numa nova era em que a deteção deve ser contínua, orientada não por ciclos de análise, mas sim por inteligência em tempo real”, defende Sumedh Thakar, presidente e CEO da Qualys. Integrado na plataforma Qualys TruRisk, o InstaScan relaciona os novos alertas de segurança com o inventário, os dados de exposição e a telemetria de ameaças já disponíveis, fornecendo informação que pode posteriormente ser utilizada nos processos de validação, priorização e remediação. |