2022-9-20

NEGÓCIOS

Venda de computadores nos EUA caem 23% durante segundo trimestre

Dados revelados pela Canalys mostram um aumento das vendas dos desktop (10%) e uma diminuição nos computadores portáteis (27%). Mercado empresarial cresceu 11%

As vendas de computadores, computadores portáteis e workstations nos EUA caíram 23% de ano para ano no segundo trimestre de 2022, num equivalente de 19,8 milhões de unidades.

Os dados revelados pela Canalys demonstram que os computadores registaram um aumento de 10%, numa altura em que a categoria regressou aos níveis de pré-pandemia. Já o envio de computadores portáveis diminuiu 27% devido ao sucesso dos Chromebooks e da fraca procura por parte dos consumidores. No que toca aos tablets, foram registadas 10,9 milhões de vendas, uma queda de 4%.

O setor comercial evitou o declínio, uma vez que a procura se manteve, apesar da ameaça da elevada inflação – cresceu 11% no segundo trimestre.

De acordo com Brian Lynch, Analista de Pesquisa da Canalys, “o segmento empresarial provou ser forte, sendo responsável por metade de todas as vendas no último trimestre”, num segmento que não, até ao momento, demonstrado preocupação com uma eventual recessão.

“Algumas empresas fizeram a notícia com grandes despedimentos, mas as listas de emprego ainda superam o número de candidatos a emprego dois para um, indicando uma força que irá isolar o mercado de PCs comerciais de um grave declínio a curto prazo", acrescentou.

Vendas por marca

Apesar do decréscimo de 3% e 5,5 milhões de unidades, a Dell continuou a ser o fornecedor número um de computadores e computadores portáteis, seguindo-se a HP com uma queda de 44% ano após ano, com 4,6 milhões de unidades enviadas. Logo a seguir na tabela disponibilizada pela Canalys surge a Lenovo, com uma queda de 21,5% e 3,3 milhões de unidades, valores que se justificam devido às restrições no fornecimento com os bloqueios na China. Segue-se a Apple, com menos 13,7%, num total de 2,2 milhões de vendas. A Acer apresenta um valor de -17,2%, com 1,3 milhões de unidades.

Nos tablets, a Apple registou um declínio de 12% em igual período do ano, ao contrário da Amazon com um aumento na ordem dos 9,7% (2,7 milhões de unidades). Segue-se a Samsung, com uma diminuição de 9,1% (1,8 milhões de unidades).

Por outro lado, a TCL obteve um crescimento de 159,9%, apesar do menor número de vendas (600 mil). De acordo com a Canalys, é a marca mais bem posicionada entre os tablets graças à aposta no marketing, preços acessíveis e slots de transporte com a Verizon.

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