Carlos Paulino, Managing Director, Equinix, Portugal em 2020-12-21

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Advertorial

A nova revolução industrial

O 5G está especialmente preparado para lidar com serviços empresariais avançados, promovendo um salto quântico na indústria e lançando os pressupostos de uma nova “revolução industrial”

Não será um exagero capital comparar o iminente impacto que o 5G terá nos próximos anos com aquele que a revolução industrial teve no século XIX. É certo que a tecnologia 5G trará inúmeros benefícios para os consumidores, mas o novo standard global de comunicações móveis – projetado para interligar praticamente tudo e todos, incluindo máquinas, objetos e dispositivos – assumirá uma relevância ainda maior no mercado empresarial, impulsionando fortemente a produção industrial, especialmente através da explosão dos dispositivos IoT habilitados pelo 5G.

Tecnicamente, o 5G é surpreendente. O novo standard de comunicações móveis apresenta taxas de transmissão de dados muito elevadas (downlink até 20 Gbps), uma latência reduzida (até 1 ms), até 1 milhão de dispositivos conectados por km2, uma mobilidade superior (até 500 km/h), bem como uma melhor eficiência energética da rede. São características que fazem do 5G a espinha dorsal perfeita para as mais recentes inovações de “ficção científica”, funcionando como um catalisador de cenários “futuristas”, como os veículos conectados e a condução autónoma, as cidades inteligentes, a saúde online, ou a Internet das coisas Industrial (IIoT).

As fábricas do futuro

Graças às suas características únicas, o 5G irá potenciar a comunicação máquina-a-máquina, por meio da IoT, beneficiando particularmente os processos de produção, permitindo o acesso a informações relevantes e em tempo real sobre as interações entre máquinas, sistemas, ativos e objetos. Esta é uma das razões pelas quais, em 2025, o mercado IoT para a produção industrial deverá representar cerca de 575 mil milhões de dólares e o número de dispositivos conectados no setor da automação deverá crescer 50 vezes (in Mordor Intelligence, Internet of Things Market In Manufacturing). Para trabalharem em conjunto e fornecerem melhores insights, estes dispositivos precisam de ser integrados dinamicamente com redes, clouds e ecossistemas digitais, por meio de interconexão rápida, segura e de baixa latência. E é nesta área que a Equinix desempenha um papel fundamental.

A tecnologia 5G vai aumentar exponencialmente o volume de dados armazenados e em circulação e esta questão não pode ser ignorada pelas organizações. De acordo com o Volume 4 do Global Interconnection Index (GXI), um estudo de mercado publicado recentemente pela Equinix, a capacidade de largura de banda de interconexão privada instalada no setor da produção industrial irá crescer 36% ao ano entre 2019 e 2023, atingindo os 1319 Tbps. Isto significa que este setor representará 8% da largura de banda de interconexão global estimada para todos os setores de atividade a nível mundial em 2023.

Ao tirarem partido da interconexão privada, de modo a estenderem a infraestrutura de TI até à periferia da sua rede, as empresas conseguem uma maior proximidade em relação os seus fornecedores, ecossistemas digitais, clientes e dispositivos IoT das linhas de produção. Desta forma, conseguem aperfeiçoar o intercâmbio de dados entre todos, através de comunicações de alta velocidade e baixa latência. A interconexão próxima, direta e segura possibilita otimizar e escalar a colaboração e a análise de dados provenientes de várias fontes de IoT, gerando mais rapidamente insights das operações e dos clientes. Deste modo, os novos ecossistemas de produção que se desenvolvem no digital edge conseguem trazer produtos para o mercado de forma mais eficiente e melhor adaptados às necessidades dos clientes.

Utilizações do 5G na indústria

A manutenção preditiva será uma das grandes mais valias trazidas pelo 5G para a indústria. O acompanhamento contínuo dos ativos de produção em funcionamento tem o potencial de diminuir significativamente os custos operacionais, permitindo uma economia de milhões de euros para as organizações. Recorrendo a sensores, câmaras e análise de dados, os fabricantes podem antecipar as falhas dos equipamentos, pois os sistemas habilitados para IoT conseguem detetar sinais de alerta, usar dados para criar cronogramas de manutenção e fazer a manutenção do equipamento antes que ocorram problemas. A tecnologia 5G permite que elevados volumes de dados sejam recolhidos de forma rápida e segura por sensores, permitindo que os algoritmos de manutenção preditiva identifiquem potenciais problemas e respondam em escassos milissegundos.

A IoT potenciada pelo 5G também vem simplificar a gestão de stocks, por meio de uma mais eficaz monitorização das cadeias de fornecedores. Deste modo, os materiais e os componentes podem ser acompanhados com mais eficiência desde a sua origem até à linha de produção, permitindo o inventário em tempo real e minimizando a lentidão e a escassez. Os sensores e dispositivos móveis com RFID e GPS podem seguir o stock e enviar alertas quando determinado elemento estiver prestes a esgotar. O 5G conseguirá também melhorar a conectividade da cadeia de fornecedores, alimentando- a com a velocidade e a largura de banda necessárias para a IA poder monitorizar múltiplas fontes de dados e evitar interrupções, redirecionando automaticamente para fornecedores alternativos quando necessário.

 

A LARGURA DE BANDA DE INTERCONEXÃO NO SETOR INDUSTRIAL CRESCERÁ 36% AO ANO ENTRE 2019 E 2023 (GXI VOL.4)

 

Tudo isto assenta na existência de uma robótica avançada e de sistemas automatizados – conceitos familiares para quem já tenha visto um automóvel sair de uma linha de montagem moderna. Mas, com o 5G, os processos industriais podem ser monitorizados e controlados com maior precisão e recorrendo a menos equipamentos de rede. Uma fábrica inteligente potenciada pelo 5G pode ter milhares de sensores que enviam continuamente fluxos de dados para a cloud, monitorizando melhor a qualidade, aumentando a velocidade, respondendo às flutuações de fornecimento e simplificando os fluxos de trabalho (in Verizon, How 5G can transform the factory floor).

Da cloud ao edge

A quinta geração de comunicações móveis vai ajudar a impulsionar as infraestruturas baseadas na cloud, as redes definidas por software (SDN) e a virtualização de funções de rede (NFV), melhorando a agilidade e reduzindo os custos de implementação dos projetos. Muitas das aplicações atuais exigem uma capacidade de resposta em tempo real, sendo por isso cada vez mais sensíveis à latência. Ou seja, exigem maior largura de banda, um armazenamento seguro e recursos de processamento mais céleres no digital edge, mais perto de fontes de criação e consumo de dados. Graças ao 5G, as infraestruturas virtualizadas podem surgir adjacentes aos pontos de interconexão nas principais áreas metropolitanas, para dar suporte a aplicações que fazem uso de Internet of Things (IoT), Augmented/Virtual Reality, Artificial Intelligence (AI) e Machine Learning (ML).

Muitas destas aplicações exigem que a infraestrutura de rede transfira, analise e armazene os inúmeros dados gerados pelas aplicações de IoT, AI e M2M. Face ao enorme volume de dados gerado, a gestão e segurança dos mesmos afirma-se essencial. Se os dados forem armazenados com segurança e analisados corretamente, poderão ser criticamente relevantes para o planeamento, operacionalização e otimização de processos.

Há quem diga que os dados são o “novo petróleo” do mundo digital. No entanto, se não for possível armazená-los, analisá-los e extrair deles informações relevantes... serão apenas uma mercadoria sem grande valor. Para valorizar os dados é crucial recorrer à interconexão – intercâmbio direto e privado entre organizações. Evitando a Internet pública, as empresas obtêm recursos de processamento e análise (localmente e na cloud), protegendo os seus dados e mantendo a conformidade regulatória num mundo 5G.

O 5G não é uma jornada solitária

Há cerca de uma década atrás, a cloud era apenas um imperativo para um nicho de empresas. Atualmente, as aplicações e serviços baseados na cloud estão na agenda de toda a gente. A explosão massiva dos dados que o 5G trará coloca as empresas perante a necessidade crítica de reavaliarem a sua infraestrutura de TI, assim como os recursos, capacidades e investimentos nesta área.

A pegada global da Equinix mostra-se ideal para as organizações que procuram desenvolver a sua infraestrutura de rede, de modo a maximizarem os benefícios possibilitados pela tecnologia 5G. Com mais de 220 data centers em 63 áreas metropolitanas, fornecendo infraestrutura digital a mais de 9500 organizações líderes mundiais, a Equinix proporciona às empresas uma plataforma que as habilita a competir no digital edge onde quer que se encontrem.

O amplo portfólio de produtos da Equinix permite que as empresas incrementem facilmente a sua presença e recursos a nível global na era do 5G. O serviço Equinix Cloud Exchange Fabric® (ECX Fabric®), lançado este ano em Portugal, faculta uma ligação direta e dinâmica à infraestrutura distribuída de outras organizações e a ecossistemas de clouds, redes e negócios, disponibilizando o acesso aos principais players do mercado e às tecnologias mais recentes e avançadas. Além disso, permite que as empresas escalem virtualmente as suas redes, em escassos minutos, lançando facilmente os seus serviços onde e quando precisam.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Equinix

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