2017-12-11

SEGURANÇA

ESET e Microsoft derrubam botnet ativa desde 2011

A ESET aliou-se à Microsoft e a agências policiais – FBI, Interpol, Europol, entre outras entidades com interesse no combate ao cibercrime, e juntos conseguiram derrubar uma das principais botnets existentes, a Gamarue, que infetava vítimas desde 2011

A operação para derrubar a botnet começou a 29 de novembro de 2017, e como resultado desde esforço conjunto, agências policiais por todo o mundo conseguiram fazer uma detenção e obstruir a atividade da família de malware responsável por infetar mais de 1,1 milhões de sistemas por dia.

Investigadores da ESET e da Microsoft partilharam análises técnicas, dados estatísticos e domínios conhecidos de servidores de comando e controlo (C&C) para ajudar a interromper a atividade maliciosa do grupo. A ESET partilhou também o seu conhecimento histórico sobre a botnet, adquirido graças à monitorização contínua do malware e do seu impacto nos utilizadores durante os últimos anos.

Criada por cibercriminosos em setembro de 2011 e vendida como um kit na Dark Web em fóruns obscuros, o propósito da família Gamarue era roubar credenciais e instalar malware adicional nos sistemas dos utilizadores.
Esta família de malware consiste num bot configurável, permitindo ao seu dono criar e usar plugins personalizados. Um destes plugins permite ao cibercriminoso roubar dados introduzidos pelos utilizadores em formulários web, enquanto outros permitem aos criminosos ligar-se a sistemas comprometidos e controlá-los.

A sua popularidade fez com que aparecessem várias botnets Gamarue independentes. A ESET descobriu que o malware foi distribuído pelo mundo através de redes sociais, mensagens instantâneas, mídia removível, spam e exploit kits.

Utilizando o serviço Threat Intelligence da ESET, os investigadores conseguiram criar um bot capaz de comunicar com o servidor C&C da ameaça. Desta forma, a ESET e a Microsoft seguiram de perto as botnets Gamarue durante o último ano e meio, identificando os seus servidores C&C e monitorizando o que era instalado nos sistemas das vítimas. As duas empresas compilaram assim uma lista de todos os domínios utilizados pelos cibercriminosos como servidores C&C.

“No passado, Wauchos era a família de malware mais detetada entre utilizadores da ESET, por isso quando fomos abordados pela Microsoft para participar num esforço conjunto contra a ameaça, de modo a proteger melhor os nossos utilizadores e o público em geral, obviamente concordámos,” disse Jean-Ian Boutin, investigador sénior de malware na ESET. “Esta ameaça em particular já existe há vários anos e está constantemente a reinventar-se, o que torna difícil monitorizá-la. Mas graças à Threat Intelligence da ESET e à colaboração com os investigadores da Microsoft, conseguimos acompanhar as mudanças no comportamento do malware, e assim fornecer dados que se revelaram cruciais nestes esforços.”

Tradicionalmente, os cibercriminosos têm usado o malware Gamarue para roubar credenciais de websites dos utilizadores domésticos através de um plugin de furto de formulários. No entanto, os investigadores da ESET verificaram recentemente que o malware também tem sido usado para instalar vários spam bots em máquinas comprometidas num esquema de pagamento por instalação.

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