2017-1-06

NEGÓCIOS

O armazenamento em 2017

Os dados como elemento central do negócio, a cloud como agente acelerador, os novos paradigmas das aplicações (DevOps), a nova geração de soluções de hiperconvergência e a consumerização da tecnologia são as tendências apontadas pela NetApp para o mercado do armazenamento

Segundo Mark Bregman, CTO da NetApp, e Manfred Buchmann, vice-presidente de engenharia de sistemas para a EMEA da NetApp, são vários os fatores que vão influenciar o mercado do aramzenamento em 2017. A começar pelo facto dos dados serem a nova moeda e o elemento central, “com o potencial de transformar todas as facetas de uma empresa – desde os modelos de negócio até às tecnologias empregues e às expetativas dos utilizadores”, escrevem.

Além do mais, dizem, continuam a surgir novos tipos de dados, que até há pouco tempo as empresas não pensavam compilar. “Enquanto antes só armazenávamos e partilhávamos dados chave sobre transações, agora armazenamos enormes quantidades de dados secundários relativos a estas transações, com o objetivo de os analisarmos em profundidade. Analisamos dados como o fluxo de cliques dos utilizadores ao navegar, e até parâmetros como o clima e outros fatores externos que possam resultar em informação mais detalhada acerca do mercado”.

Bregman e Buchmann referem ainda que a importância atual dos dados “exige a criação de um universo de serviços capazes de trabalhar conjuntamente para resolver problemas crítico de todo o tipo” e que “o modelo centrado em plataformas demonstrou ter um valor intrínseco, pela sua capacidade para integrar e simplificar o fornecimento de serviços”, dando como exemplo da Amazon Web Services.

A disponibilidade dos serviços baseados em cloud não fica de fora das tendências ao nível do armazenamento. “Os novos modelos de consumo em função do uso, baseados em plataformas como serviço (PaaS) e combinados com novas ofertas em matéria de escalabilidade, adequação a normas e proteção de dados, estão a tornar as infraestruturas na cloud em algo essencial para as empresas de todas as dimensões”.

Em 2017 devemos também assistir ao predomínio de novos paradigmas para as aplicações, de que é exemplo o movimento DevOps, “que se centra na programação composicional em torno de microserviços, aplicações híbridas, soluções de código aberto e contentores”. A tendência é a de que estas soluções deixem de ser  um fenómeno de nicho e se tornem no modelo mais comum, segundo a NetApp, precisamente devido à importância crescente dos dados e à necessidade de inovação que as empresas vão sentindo, para se manterem competitivas. “Olhando para o passado, há certos paralelismos históricos, como o surgimiento da Ethernet como standard para as redes e do Linux como sistema operativo”.

Mark Bregman e Manfred Buchannn frisam ainda que a primeira geração das infraestruturas hiperconvergentes (HCI) “não conseguiu satisfazer as necessidades das empresas em matéria de flexibilidade ou escalabilidade” e que o desenvolvimento de infraestruturas de escala para serviços web terá de ser flexível, “para adaptar a relação entre computação e armazenamento em função da procura, com a possibilidade de expandir os recursos de computação e armazenamento de forma independente e com a possibilidade de variar a escala de forma fácil e económica”.

O CTO e o vice-presidente de engenharia de sistemas para a EMEA preveem ainda que se verifique em 2017 uma transição para redes com uma maior largura de banda, que permitam gerir movimentos de grandes volumes de dados. “Assistiremos ainda à adoção progressiva de tecnologias de armazenamento, como as soluções específicas para arquivo e a memória persistente em larga escala. O rápido desenvolvimento de soluções de gestão de dados fáceis e simples tornará possível uma implementação mais fácil destas tecnologias emergentes”.

Por último, Mark Bregman e Manfred Buchamann assinalam que as atuais expetativas dos utilizadores sofreram a mudança “mais notável”, com a simplicidade da experiência a ser prioritária. “Estas expetativas estão a afetar o modo como se desenvolvem todas as tecnologias de gestão de dados e armazenamento. Assim, estamos a assistir a uma transição para experiências de utilização de uma simplicidade própria das aplicações móveis, o que, por sua vez, elevou as expectativas dos utilizadores em matéria de usabilidade e simplicidade dentro do mundo do software de gestão de dados”.

Recomendado pelos leitores

Que tecnologias vão marcar 2017?
NEGÓCIOS

Que tecnologias vão marcar 2017?

LER MAIS

Mais de metade dos portugueses já trabalham remotamente
NEGÓCIOS

Mais de metade dos portugueses já trabalham remotamente

LER MAIS

Divultec cresce 43% em 2016
NEGÓCIOS

Divultec cresce 43% em 2016

LER MAIS

IT CHANNEL Nº 35 março 2017

IT CHANNEL Nº 35 março 2017

VER EDIÇÕES ANTERIORES