2017-1-11

NEGÓCIOS

A que tendências tecnológicas devem as PME estar atentas?

Ao longo de 2017, as PME deverão estar particularmente atentas aos chatbots, inteligência artificial e ao blockchain, tendências que, entre outras, estarão em destaque durante este ano

De acordo com a Sage, os chatbots, a inteligência artificial e o
blockchain figuram uma parte importante a nível de algumas das grandes tendências tecnológicas que irão mudar a forma como os empresários gerem os seus negócios em 2017.

“Uma vez que todas as empresas– grandes ou pequenas– estão a transformar-se de uma forma mais ou menos intensiva em negócios tecnológicos, os empresários devem estar atentos às oportunidades que estes desenvolvimentos tecnológicos podem trazer à sua atividade”, comenta Klaus-Michael Vogelberg, Chief Technology Officer (CTO) da Sage.

O responsável identifica seis grandes tendências que marcarão este ano de 2017 para as PME e que farão uma grande diferença na forma como os empreendedores irão trabalhar daqui para a frente.

Chatbots e assistentes virtuais

Os assistentes virtuais, tais como os chatbots vão tornar-se cada vez mais comuns em diferentes dispositivos e nas interfaces de utilizador que os empresários utilizam para gerir e controlar as suas empresas. Estas interfaces vão alterar a forma como humanos e computadores trabalham e interagem e, consequentemente, a comunicação das empresas com os seus clientes também sofrerá alterações significativas.

Além disso, enquanto, no passado, os utilizadores utilizavam teclado ou rato para interagir com os computadores, gradualmente esta interação passará a ser efetuada oralmente ou através de controlo gestual com as mãos, cabeça ou olhos. A experiência do utilizador tornar-se-á mais conveniente e facilitada, estes sistemas trabalharão autonomamente e terão capacidades de autoaprendizagem.

A Sage prevê também que com o passar do tempo, o software seja capaz de trabalhar sem intervenção do utilizador, ou utilizar toda a informação recolhida em atividades futuras.

Para estar preparada para endereçar esta tendência, a Sage lançou, em junho de 2016, o seu primeiro chatbot de contabilidade, a Pegg. A Pegg funciona como um assistente inteligente que permite aos utilizadores monitorizar as suas despesas e gerir as suas finanças através de uma app de chat tal como o Facebook Messenger e o Slack. A Pegg procura diminuir as complexidades da contabilidade e permite aos empreendedores gerirem as suas finanças através de uma conversação, tornando o processo simples como escrever uma mensagem. Ao digitalizar a informação com apenas uma fotografia, elimina as complicações de preencher recibos e a necessidade de utilizar papel ou introduzir de dados.

Inteligência Artificial

Segundo o CTO da Sage, a inteligência artificial será outra das tendências que estará em destaque de 2017 em diante. Com a expansão do volume de dados gerada por todo o tipo de sensores e dispositivos de um lado, e o software de análises especial e os agentes inteligentes cada vez mais acessíveis e poderosos do outro, as empresas precisam de encontrar formas de extrair conhecimento da atual riqueza do Big Data.

“Se as pequenas e médias empresas unirem sinergias e – considerando as suas políticas corporativas de proteção de dados e segurança – partilharem o potencial das suas equipas e informação com outras empresas de uma forma estruturada e sistemática, podem beneficiar dessa colaboração ao receberem uma base de dados mais ampla e completa e melhor data intelligence. Como acontece nos mecanismos de crowdsourcing, esta base de dados irá permitir às empresas compreender melhor os comportamentos dos seus clientes, o que necessitam, o que lhes oferecer e em que áreas de negócio investir”, refere Klaus-Michael Vogelberg.

Blockchain

O blockchain organiza transações de bens digitais entre duas partes de uma forma totalmente inovadora. Em vez de utilizar intermediários como bancos,
notários, autoridades estatais ou plataformas comerciais para legitimar a troca de determinados bens– tais como propriedades digitais, mercadoria comercial digital, contratos digitais, ou até mesmo transações financeiras através de moedas digitais como os Bitcoins– o blockchain permite aos indivíduos transferirem esses bens de uma forma direta, segura e imutável entre eles.

De acordo com a Sage, os empreendedores devem analisar cuidadosamente se, e quando, a nova tecnologia blockchain pode impactar os seus modelos de negócio atuais. Todas as indústrias que trabalham como intermediárias entre duas partes– tal como advogados, notários, imobiliárias ou intermediários financeiros– podem ser afetadas por esta abordagem.

Os contabilistas podem também ser afetados pela forma como se farão negócios no futuro, uma vez que o blockchain tem a capacidade de eliminar uma grande parte da carga de trabalho – tal como controlar e agendar transações, transferências de dinheiro ou pagamento de faturas – tarefas que atualmente são geridas por estes profissionais.


Revolução dos movimentos monetários

Hoje em dia tudo, ou quase tudo, pode ser efetuado à distância de um clique. A forma como as pessoas utilizam o dinheiro não é exceção e hoje é possível um utilizador realizar transferências e efetuar pagamentos através do seu dispositivo móvel, sem ter de sair de casa.

Segundo aponta a Sage, em 2017 mais e mais recentes soluções irão permitir às empresas estabelecer uma cadeia de pagamentos integrada e automatizada com os seus fornecedores e clientes. Estas novas soluções permitem realizar pagamentos a toda a hora e em todo o lado, de forma imediata e em vários canais e estarão totalmente integrados com os sistemas contabilísticos financeiros das empresas do futuro.

Infraestruturas baseadas em plataformas

Em 2017, mais e mais PME irão substituir os seus sistemas de software atuais por soluções integradas de software na cloud.

“A grande vantagem destas plataformas é que oferecem, mesmo às empresas mais pequenas, acesso a serviços e soluções de software empresarial inovadoras que estas não teriam capacidade de adquirir há cinco anos atrás. Em certa medida, este tipo de plataformas Cloud está a democratizar a forma como as empresas têm acesso a aplicações de última geração e a tecnologias inteligentes e escaláveis,” diz Klaus-Michael Vogelberg. “Estas tecnologias permitem aos empreendedores descobrir novos métodos de trabalho e dá-lhes as infraestruturas que necessitam para receber todo o tipo de informação dos seus parceiros ou da Internet of Things (IoT), analisá-la, e depois – num estilo ‘citizen developer’– criar algo novo e produtivo,” acrescenta o CTO da Sage.

Internet of Things

A IoT está a disseminar-se por vários setores e as PME conseguirão encontrar nesta tecnologia múltiplos fluxos de dados oriundos de todo o tipo de sensores incorporados em máquinas, carros, bens móveis e imóveis, roupas e mesmo em humanos irão resultar num verdadeiro tesouro valioso de informação, criando assim uma grande diversidade de novos serviços.

As pequenas e médias empresas conseguirão tirar benefícios transversalmente a diversas áreas, como sendo a mecânica, através do desenvolvimento de novos serviços de prevenção de manutenção das infraestruturas técnicas; a logística; os serviços de segurança; o retalho; e até mesmo os serviços de cuidados médicos móveis.

“Em 2017, todas as empresas devem começar a pensar em si próprias como empresas tecnológicas. Para se manterem competitivas, devem agarrar as oportunidades que estes desenvolvimentos trazem e alterar cada aspecto das atuais formas de trabalhar tradicionais. A boa notícia é que esta tecnologia significa que acreditamos que muito em breve a gestão de um negócio pode tornar-se completamente invisível, tão fácil como enviar uma mensagem a um amigo, ou mesmo completamente automatizada, uma vez que as máquinas aprendem como humanos. Isto vai ajudar os empresários a focarem-se no crescimento dos seus negócios, impulsionando o crescimento na economia e contribuindo para as suas comunidades”, conclui Klaus-Michael Vogelberg.

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