2017-1-05

HARDWARE

Gartner prevê que vendas de dispositivos só voltem a crescer em 2018

As vendas de PCs, tablets, ultramobiles e smartphones deverão estagnar durante este ano, situando-se nas 2.3 mil milhões de unidades, número registado em 2016

Segundo a Gartner, no final de 2016 existiam cerca de sete mil milhões de tablets e PCs a serem utilizados. Contudo, a analista não prevê que este número se altere de forma significativa durante este ano, indicando o início de 2018 como o período em que as vendas de ultramobiles e smartphones deverão começar a verificar uma ligeira subida.

“O mercado global de dispositivos está a estagnar. As vendas de smartphones estão apenas a subir nos mercados emergentes da Ásia/Pacífico, enquanto o mercado de PCs está a chegar a um momento de declínio”, refere Ranjit Atwal, research director, Gartner. “Assim como o decréscimo do volume de vendas dos dispositivos tradicionais, os preços médios de venda vão também começar a estagnar devido a uma saturação do mercado e a uma taxa de inovação inferior”.

Além disso, de acordo com o research director, a queda nas vendas de dispositivos também se deve ao facto de os consumidores terem cada vez menos como prioridade fazerem o upgrade dos seus dispositivos. “Os consumidores estão à procura de experiências novas e de aplicações em categorias emergentes tais como os head mounted displays (HDMs), os dispositivos de assistentes pessoais virtuais (VPAs) e wearables”, comenta Ranjit Atwal.

O mercado de PCs poderá vir a beneficiar de um ciclo de substituição até ao final do período analisado, tendo potencial para voltar a crescer já em 2018. Os preços dos ultramobiles premium a preços acessíveis deverá levar a um aumento das vendas, face a uma queda dos dispositivos tradicionais.

Mas o mercado de PCs não será o único onde se verificará este fenómeno: os smartphones também beneficiarão de um ciclo de substituição, embora que numa escala diferente, marcada pela diferença entre os mercados maduros e os emegrentes.

“As pessoas nos mercados emergentes irão encarar o smartphone como um dispositivo principal de computação, substituindo-os com mais regularidade do que nos mercados maduros”, salienta Ranjit Atwal.

Para os fabricantes, isto também implicará uma mudança de mentalidade. De acordo com a Gartner, os fabricantes deverão alterar o seu foco no hardware para uma abordagem baseada em serviços que acrescentem valor aos consumidores.

“À medida que as abordagens baseadas em serviços se tornarão ainda mais cruciais, os providers de hardware terão de formar parcerias com service providers, uma vez que não têm o know-how suficiente para conseguirem oferecer os serviços por si mesmos”, acrescenta Ranjit Atwal.

Também os preços médios estão a começar a estagnar, devido à saturação do mercado e a um ritmo menor de inovação. "Os consumidores têm menos razões para substituir ou comprar dispositivos tradicionais. Procuram experiências e aplicções mais atuais em categorias emergentesm como os head mounted displays, as assistentes pessoais virtuais que interagem por comando de voz e os wearables", conclui. 
 

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